Discursos gráficos e audiovisuais na construção dos “soldados da borracha”: entre racismo ocultado e denunciado
DOI :
https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2026.237884Mots-clés :
Racismo, Soldados da borracha, Jean-Pierre Chabloz, Design, SemióticaRésumé
Este artigo procura mostrar de que modo um mesmo episódio da história brasileira, representado pelos chamados soldados da borracha, pode, a depender do texto que lhe dá vazão discursiva, encobrir ou revelar a estrutura racista que, segundo Ynaê Lopes dos Santos (2022) e Jessé Souza (2019, 2021), preside até hoje o país. Assim, a partir de um corpus composto por dois conjuntos textuais distintos – de um lado, quatro peças publicitárias desenvolvidas pelo artista suíço Jean-Pierre Chabloz, e, de outro, o filme Soldados da borracha, do diretor cearense Wolney Oliveira (2019) –, contrastamos a maneira como o racismo é tematizado em cada caso. Para analisar tanto as peças gráficas quanto o texto audiovisual, situamo-nos numa zona de fronteira entre o design (Dondis, 2007, Lupton; Philipps, 2008) e a semiótica francesa (Greimas, 2014; Zilberberg, 2011).
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Références
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