A semiosfera do supervilão: articulações simbólicas entre o caos e o mal

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DOI :

https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2026.243845

Mots-clés :

Vilania ficcional, Semiosfera quadrinística, Anti-heróis e anti-vilões, Histórias em quadrinhos, Semiótica da cultura

Résumé

Este estudo propõe uma abordagem semiótico-cultural para compreender o supervilão como operador central na dinâmica das histórias em quadrinhos de super-heróis, tomando como fundamento a semiótica da cultura de Iúri Lotman. Argumenta-se que o supervilão constitui um sistema autônomo de significação dentro da cultura quadrinística, dotado de códigos, textos, memórias e expressões próprias, cuja função é tensionar e dinamizar as fronteiras da ordem heroica. A análise incorpora, ainda, os anti-tipos (anti-heróis e anti-vilões) como elementos que complexificam o sistema, ampliando as dinâmicas que ocorrem nas fronteiras, por meio das zonas de ambiguidade entre bem e mal. Esses personagens, situados nas periferias da semiosfera, introduzem paradoxos morais que reconfiguram o centro estruturado do herói clássico, evidenciando a permeabilidade das fronteiras culturais. O estudo mobiliza conceitos de semiose, texto, sistema e fronteira para demonstrar que o supervilão não apenas ameaça a ordem, mas a torna possível ao estimular processos contínuos de autodefinição e renovação simbólica. Os resultados indicam que a semiosfera vilanesca funciona como um sistema semiótico próprio, responsável pela geração de novos sentidos, códigos e rupturas. Conclui-se que o supervilão e seus anti-tipos são elementos indispensáveis para a vitalidade, transformação e expansão da cultura dos quadrinhos.

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  • Etefania Cristina Pavarina, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

    Doutoranda em Ciência da Informação na Universidade Estadual Paulista (UNESP), Marília, SP. Brasil. É editora-técnica do periódico científico Brazilian Journal of International Relations (BJIR) e da Revista Instituto de Políticas Públicas de Marília (IPPMar).

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Publiée

2026-08-31

Comment citer

Pavarina, E. C. (2026). A semiosfera do supervilão: articulações simbólicas entre o caos e o mal. Estudos Semióticos, 22(2), 139-159. https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2026.243845