Impacto da monocultura do abacaxi sobre preservação de espécies frutíferas nativas da Caatinga e a percepção ambiental de agricultores e agentes públicos de Itaberaba/BA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2179-0892.geousp.2026.227686

Palavras-chave:

Conservação Ambiental; Diversidade; Sustentabilidade.

Resumo

O artigo aborda a relevância de espécies frutíferas autóctones no ecossistema da Caatinga e sua interação com a dinâmica socioambiental em Itaberaba, Bahia. A região destaca-se por frutas como ouricuri, umbu, maracujá do mato e jabuticaba, que possuem alto valor nutricional, beneficiando tanto a população humana quanto a fauna local, especialmente em períodos de escassez hídrica. O ouricuri é vital para a subsistência das comunidades, enquanto outras espécies geram renda e recuperam áreas degradadas, fortalecendo serviços ecossistêmicos. A monocultura do abacaxi, entretanto, restringe a distribuição dessas frutas nativas, prejudicando a diversidade socioambiental. O artigo analisa a importância de resgatar e preservar essas espécies na Caatinga de Itaberaba. Utilizando metodologia quali-quantitativa, incluindo revisão bibliográfica e pesquisa de campo, o estudo avaliou os impactos da monocultura do abacaxi no ecossistema e nas comunidades locais, além da percepção ambiental dos habitantes. Os resultados indicam preferência pela diversificação agrícola e práticas sustentáveis para equilibrar desenvolvimento econômico e conservação ambiental.

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Biografia do Autor

  • Daguinete Maria Chaves Brito, Universidade Federal do Amapá

    Possui Graduação em GEOGRAFIA LICENCIATURA, GEOGRAFIA BACHARELADO e CIÊNCIAS ECONÔMICAS pela Universidade Federal do Pará (1989, 1991 E 1996), Bacharel em DIREITO, pela Faculdade de Macapá (2015). Mestrado em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (2003), Doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Pará (2010) e Pós Doutorado em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (2022). Atualmente é professora Associada III da Universidade Federal do Amapá. Tem experiência nas áreas de Geografia (Brasil, Amazônia e Amapá), Economia e Direito Ambiental. Atuando nos seguintes temas: Gestão Ambiental, Gestão de Áreas Legalmente Protegidas, com ênfase em Unidades de Conservação, Desenvolvimento Sustentável, Conflitos Socioambientais, Valoração de Recursos Naturais e Direito Ambiental.

  • Viviane Lobo, Universidade Federal do Amapá

    Possui graduação em Biologia pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC)., Especialista em Educação, Contemporaneidade e Novas Tecnologias (UNIVASF), Mestre em Ciências Ambientais pela Universidade Federal do Amapá (UNIFAP).

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Publicado

19-02-2026

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

BRITO, Daguinete Maria Chaves; LOBO, Viviane. Impacto da monocultura do abacaxi sobre preservação de espécies frutíferas nativas da Caatinga e a percepção ambiental de agricultores e agentes públicos de Itaberaba/BA. GEOUSP Espaço e Tempo (Online), São Paulo, Brasil, v. 30, n. 1, 2026. DOI: 10.11606/issn.2179-0892.geousp.2026.227686. Disponível em: https://revistas.usp.br/geousp/article/view/227686. Acesso em: 14 ago. 2026.