Geografia: Para Quem Em Moçambique?
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2179-0892.geousp.2025.238228Keywords:
Geografia, Curriculo, Reforma curricular, MoçambiqueAbstract
Este artigo tem a pretensão de mostrar a importância da geografia na formação dos estudantes, para o entendimento das suas realidades socioespaciais. Enquanto disciplina que estuda a sociedade através das relações socioespaciais e a territorialização, cabe à geografia um papel singular no auxílio para a transformação social. A geografia escolar deve desenvolver no aluno a capacidade de observar, analisar, interpretar e pensar/refletir/indagar criticamente sobre a realidade, com o objetivo de fomentar uma ação transformadora. Todavia, em Moçambique, a esta disciplina não está tendo a importância que merece no ensino: a partir das modificações do currículo escolar, a disciplina foi retirada das classes iniciais. No entanto, esses conteúdos são fundamentais para se entender as contradições territoriais de um país como Moçambique. De cunho reflexivo, este artigo traz na conclusão algumas respostas para a pergunta Geografia: para quem em Moçambique? Para isso, usamos como base algumas contribuições do debate realizado em apresentação da comunicação realizada em conferência em Maputo. A produção deste texto teve com metodologia a pesquisa bibliográfica e documental.
Downloads
References
BAQUETE, A. M. A relação entre as opções académicas futuras dos alunos da 10a classe e a sua atitude para com a Física. In: Terceira conferência de investigação educacional na Faculdade de Educação. Universidade Eduardo Mondlane. (2008).
BRUNSCHWING, Henri. A Partilha da África Negra. [Trad. Joel J. da Silva], São Paulo: Perspectiva, 2004, (Coleção Khronos; 6 / dirigida por. J. Guinsburg).
CALDART, R. S. Elementos para a construção de um projeto político e pedagógico da educação do campo. In: MOLINA, M. C.; JESUS, S. M. S. A. de (Org.). Por uma educação do campo: contribuições para a construção de um projeto de educação do campo. Brasília, DF: Articulação Nacional: “Por Uma Educação do Campo”, p. 13-53. (Por uma Educação do Campo, 5. (2004).
CALLAI, Helena Copetti. A geografia e a escola: muda a geografia? Muda o ensino? Revista Terra Livre, São Paulo: AGB, n. 16, p.133-152, 1º semestre (2001).
CASTIANO, J.P.& NGOENHA, Severino Elias. Longa Marcha duma «Educação para Todos» em Moçambique. 3ª ed. Publifix: Maputo, 2013
CAVALCANTI, Lana de Souza. A geografia e a cidade: Ensaios sobre o ensino de geografia para a vida urbana cotidiana. SP, Papirus, 2008,
FERRACINI, Rosemberg, & LANGA, José Maria do Rosário Chilaúle. DIÁLOGOS BRASIL-MOÇAMBIQUE A PARTIR DAS DIRETRIZES PARA O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA. 2023. Boletim Paulista De Geografia, 1(111), 229–242. https://doi.org/10.61636/bpg.v1i111.3075
FREIRE, P. Pedagogy of the oppressed. London: Penguin Books. (1970).
GÓMEZ, Miguel Buéndia. Educação Moçambicana: História de um processo: 1962-1984. Maputo, Livraria universitária, 1999.
GRAY, A. Apresentação. Revista Marco Social - Educação para o desenvolvimento humano sustentável: Juventudes e territórios sociais, Rio de Janeiro: Instituto Souza Cruz, vol. 08, n. 1, (2006).
LANGA, J, M, R, C. Um olhar para a disciplina de Geografia na reflexão sobre a reforma curricular: Educação em Moçambique. In: I Encontro Regional de Geografia, XXIII Semana de Geografia da UEM –Maringá –PR. Brasil. (2014).
MACHEL, Samora. Educar o homem para vencer a guerra, criar uma sociedade nova e desenvolver a pátria. Coleção Palavras de Ordem. Departamento de Trabalho ideológico. Maputo, Frelimo, 1978.
MAZULA, Brazão. (1995). Educação, Cultura e Ideologia em Moçambique: 1975-1985. Edições Afrontamento e Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa.
MENEZES, Maria Paula G. O ‘Indígena’ Africano e o Colono ‘Europeu’: a construção da diferença por processos legais. E-Cadernos ces. (online).
MINED, Relatório Anal 2007. Maputo. (2008).
MOÇAMBIQUE. Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE); Ministério da Educação (MINED). Plano Curricular do Ensino Básico. Maputo: INDE/MINED, 2003.
MOÇAMBIQUE. Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE). Plano curricular do ensino secundário (PCES): documento orientador: objectivos, política, plano de estudos e estratégia de implementação. Maputo: INDE, 2022
MONDLANE, Eduardo. Lutar por Moçambique. 2ª Ed. Tradução de Maria da Graça Forjaz. Sá da Costa: Lisboa, 1976.
MOREIRA, S. A. G, MARÇAL, M. P. V., ULHÔ, L. M. A didática da geografia escolar: uma reflexão sobre o saber a ser ensinado, o saber ensinado e o saber cientifico. Sociedade & Natureza, Uberlândia, jun. (2006).
MUHACHE, C.F. Influência do Poder Político no Processo Educacional em Moçambique, 1975-2002. Editora Educar: Maxixe, 201.
NGOENHA, Severino Elias. Mondlane: Regresso ao Futuro. Real Design: Maputo, 2019.
OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. Educação e ensino de geografia na realidade brasileira. In: OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. (Org.). Para onde vai o ensino da geografia? .4. ed. São Paulo: Pinski, (1994). p. 135-144.
SACRAMENTO, A. C. R. Didática e Educação Geográfica: algumas notas. UNI Pluri/Versidad, vol. 10, n.3, (2010). Versão Digital.
SILVA, G. M. M. Educação e Gênero em Moçambique. FLUP – Centro de Estudos Africanos. (2006).
VILLAR, A. M. (1994). Currículo e Ensino. Para uma prática teórica. Porto: Edições ASA.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Rosemberg Ferracini, José Maria do Rosário Chilaúle Langa

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Authors who publish in this journal agree to the following terms:
- Authors maintain copyright and grant the magazine the right to first publication, with the work with a license to use the CC-BY attribution, which allows to distribute, remix, adapt and create based on your work, provided that the due copyright, in the manner specified by CS.
- Authors are authorized to assume additional contracts separately, for non-exclusive distribution of the version of the work published in this journal (eg, publishing in institutional repository or as a book chapter), with acknowledgment of authorship and initial publication in this journal.
- Authors are allowed and encouraged to publish and distribute their work online (eg in institutional repositories or on their personal page) at any time before or during the editorial process, as this can generate productive changes, as well as increase the impact and citation of published work (See The Effect of Open Access).

