Algoritmo para análise evolutiva multiobjetivo em simulações termoenergéticas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/gtp.v16i1.164048

Palavras-chave:

Otimização, Simulação Computacional, Análise Multiobjetivo, Habitação

Resumo

O alto consumo de energia elétrica e o baixo conforto térmico nas habitações de interesse social (HIS) no Sul do Brasil estão diretamente relacionados com o baixo investimento para definição de materiais que constituem as envoltórias. Através da simulação computacional é possível avaliar diferentes configurações de uma HIS utilizando soluções algorítmicas, como o caso das evolutivas multiobjetivas, que testam diferentes combinações com o propósito de melhorar o desempenho de duas ou mais condições objetivo. Tendo como objetivos a redução da intensidade do uso de energia elétrica e do desconforto térmico, neste trabalho são apresentados dois algoritmos evolutivos multiobjetivo para alterar os valores a serem atribuídos para a transmitância térmica das paredes externas, do piso e da cobertura, além da orientação solar e das absortâncias solares das paredes externas e da cobertura, com diferentes limites de valores pré-estabelecidos. A partir da análise dos resultados obtidos na simulação de 10 gerações através do software EnergyPlus para cidade de Pelotas-RS para cada um dos algoritmos, observou-se que no melhor caso, um nível de conforto térmico para as horas ocupadas superior à 79% foi identificado, bem como uma intensidade de uso de energia elétrica (EUI) inferior à 32 kWh/(m².ano). Além desses resultados, a discussão apresenta alternativas para definir as estratégias de simulação termoenergética de grandes conjuntos de entrada.

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Biografia do Autor

  • Rodrigo Karini Leitzke, Universidade Federal de Pelotas

    Mestrando no Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo (PROGRAU/UFPel), é Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Pelotas, atuou durante três anos como bolsista de iniciação científica (CNPq) no Laboratório de Conforto e Eficiência Energética (LABCEE). Atualmente, colabora nos grupos de pesquisa Qualidade do Lugar e Paisagem da UFRJ e Tecnologia e gestão do ambiente construído da UFPel, em trabalhos com a temática do conforto térmico, eficiência energética e soluções computacionais para parametrizar e automatizar o processo de simulação termoenergética a partir do uso de ferramentas de Inteligência Artificia

  • Thalita dos Santos Maciel, Universidade Federal de Pelotas

    Arquiteta e Urbanista pela Universidade Federal de Pelotas (2018). Mestranda em Conforto e Sustentabilidade do Ambiente Construído pelo Programa de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PROGRAU/UFPEL). Atuou durante dois anos como bolsista de iniciação científica pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) no Laboratório de Conforto e Eficiência Energética (LABCEE). Atualmente é colaboradora nos grupos de pesquisa Tecnologia e Gestão do Ambiente Construído (UFPEL) e Qualidade do Lugar e Paisagem (UFRJ). Possui experiência em Simulações Computacionais de Conforto e Eficiência Energética.

  • Fernanda Maria Doors Dembinski, Universidade Federal de Pelotas

    Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Fronteira Sul, Campus Erechim /RS. Mestranda no PROGRAU.

  • Isabela Bulbolz Prestes, Universidade Federal de Pelotas

    Arquiteta e Urbanista graduada pela Universidade Federal de Pelotas. De 2014 a 2015, atuou como bolsista no LABCEE (Laboratório de Conforto e Eficiência Energética - UFPEL). Entre setembro de 2015 a julho de 2016 foi bolsista no exterior pelo programa Ciências sem Fronteiras/ CAPES, no Politécnico de Milão, na Itália. Em 2017 participou da pesquisa Place-Making with Older People: Towards Age Friendly Communities

Referências

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Publicado

28-12-2020

Como Citar

LEITZKE, Rodrigo Karini; CUNHA, Eduardo Grala da; MACIEL, Thalita dos Santos; DEMBINSKI, Fernanda Maria Doors; PRESTES, Isabela Bulbolz. Algoritmo para análise evolutiva multiobjetivo em simulações termoenergéticas. Gestão & Tecnologia de Projetos, São Carlos, v. 16, n. 1, p. 24–42, 2020. DOI: 10.11606/gtp.v16i1.164048. Disponível em: https://revistas.usp.br/gestaodeprojetos/article/view/164048. Acesso em: 12 fev. 2026.