Aumento do risco abriu caminho para a gestão de crises

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-2593.organicom.2026.245436

Palavras-chave:

Gestão de crise, Gestão de riscos, Compliance

Resumo

Quando se fala em gestão de crises, atualmente, está implícito que se trata de um tema que diz respeito à gestão da empresa. Não é possível contemplar gestão de crises sem gestão de riscos. Uma boa gestão de crises decorre de um trabalho anterior, baseado na prevenção, na preparação, no mapeamento dos riscos. Mas nem sempre foi assim. A demanda por gerenciar as crises corporativas, ainda nos anos 1990, principalmente no Brasil, era direcionada à comunicação, no entendimento de que o fato negativo era uma ameaça à reputação. Demorou para se entender que a gestão de riscos e de crise deveria ser também parte integrante do processo de resposta nas crises. Estudos de diversos autores, ainda nos anos 1980, avançaram para o entendimento de que as crises deveriam ser encaradas como eventos que fazem parte da natureza das organizações, cuja gestão, portanto, seria uma demanda atribuída aos gestores, competência imprescindível que deveria envolver o compliance, a auditoria e a governança das empresas. O histórico das crises e a prática mostravam também que a maioria dos eventos negativos decorriam de má administração ou erros de gestão. Daí por que a gestão de crises e de riscos se tornou um tema indispensável nos diversos conselhos empresariais, principalmente das grandes empresas.

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Biografia do Autor

  • João José Forni, Universidade de Brasília

    Jornalista e professor, Mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB). Trabalha com comunicação e gestão de crises há mais de 25 anos, com dezenas de publicações de artigos, capítulos de livros, entrevistas e vídeos educativos.  Autor de Gestão de crises e comunicação: o que gestores e profissionais de comunicação precisam fazer para enfrentar crises corporativas (Atlas, 2019).

Referências

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Publicado

01-04-2026

Como Citar

FORNI, João José. Aumento do risco abriu caminho para a gestão de crises. Organicom, São Paulo, Brasil, v. 23, n. 50, p. 226–232, 2026. DOI: 10.11606/issn.2238-2593.organicom.2026.245436. Disponível em: https://revistas.usp.br/organicom/article/view/245436. Acesso em: 2 out. 2026.