Aumento do risco abriu caminho para a gestão de crises
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2238-2593.organicom.2026.245436Palavras-chave:
Gestão de crise, Gestão de riscos, ComplianceResumo
Quando se fala em gestão de crises, atualmente, está implícito que se trata de um tema que diz respeito à gestão da empresa. Não é possível contemplar gestão de crises sem gestão de riscos. Uma boa gestão de crises decorre de um trabalho anterior, baseado na prevenção, na preparação, no mapeamento dos riscos. Mas nem sempre foi assim. A demanda por gerenciar as crises corporativas, ainda nos anos 1990, principalmente no Brasil, era direcionada à comunicação, no entendimento de que o fato negativo era uma ameaça à reputação. Demorou para se entender que a gestão de riscos e de crise deveria ser também parte integrante do processo de resposta nas crises. Estudos de diversos autores, ainda nos anos 1980, avançaram para o entendimento de que as crises deveriam ser encaradas como eventos que fazem parte da natureza das organizações, cuja gestão, portanto, seria uma demanda atribuída aos gestores, competência imprescindível que deveria envolver o compliance, a auditoria e a governança das empresas. O histórico das crises e a prática mostravam também que a maioria dos eventos negativos decorriam de má administração ou erros de gestão. Daí por que a gestão de crises e de riscos se tornou um tema indispensável nos diversos conselhos empresariais, principalmente das grandes empresas.
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