La “comodificación de la Otredad” en las organizaciones: la diversidad como fetiche en el capitalismo caníbal

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-2593.organicom.2025.240232

Palabras clave:

Comunicação organizacional, Diversidade, Alteridade, Ética da diferença

Resumen

El artículo analiza críticamente la captura de la diversidad por los engranajes del capitalismo tardío, en los cuales la Otredad es estetizada y convertida en un recurso simbólico desprovisto de densidad política. Se sostiene que la mera ampliación de la representatividad no rompe con las estructuras de dominación, sino que opera como un fetiche inclusivo. Finalmente, se propone un desplazamiento hacia la diferencia como fundamento ético capaz de instaurar prácticas comunicacionales emancipadoras y de instituir nuevos imaginarios de justicia social y transformación cultural.

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Biografía del autor/a

  • Dayana Karla Melo da Silva, Universidade de São Paulo

    Doutora em Sociologia pela Université Sorbonne Paris Cité. Mestre em Comunicação e Culturas Midiáticas pela Universidade Federal da Paraíba, com estágio Procad de mobilidade acadêmica na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo (UFPB) e em Ciências Sociais (USP). Realizou pós-doutorado na ECA/USP e no IEA/USP. Professora do Departamento de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP).

  • Carlos Eduardo Souza Aguiar, Universidad Estatal Paulista

    Doctor en Sociología por la Universidad Sorbonne Paris Cité. Máster en Ciencias de la Comunicación por la Universidad de São Paulo. Especialista en Ciencias de la Religión (PUC-SP) y licenciado en Relaciones Públicas, Filosofía y Ciencias Sociales (USP). Profesor adjunto de la Universidad Estatal Paulista (FAAC/UNESP).

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Publicado

2025-12-31

Cómo citar

SILVA, Dayana Karla Melo da; AGUIAR, Carlos Eduardo Souza. La “comodificación de la Otredad” en las organizaciones: la diversidad como fetiche en el capitalismo caníbal. Organicom, São Paulo, Brasil, v. 22, n. 49, p. 43–54, 2025. DOI: 10.11606/issn.2238-2593.organicom.2025.240232. Disponível em: https://revistas.usp.br/organicom/article/view/240232. Acesso em: 10 may. 2026.