A memória topográfica indígena e a formação do urbanismo colonial

Autores

  • Ingrid de Araujo Gomes Universidade de São Paulo. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2317-2762.posfauusp.2026.246906

Palavras-chave:

Urbanismo colonial, Territorialidade indígena, Sequenciamento urbano, Memória topográfica

Resumo

Este artigo analisa a formação das paisagens coloniais no território da antiga capitania de Porto Seguro a partir da hipótese de que a urbanização luso-brasileira se estruturou, em grande medida, sobre territorialidades indígenas preexistentes. A pesquisa baseia-se na sistematização e espacialização de dados históricos e arqueológicos, e na análise da distribuição e sobreposição de sítios sambaquieiros, assentamentos associados à tradição Aratu, ocupações Tupiguarani e vilas coloniais, evidenciando sequenciamentos territoriais recorrentes. Os resultados indicam que a implantação das vilas coloniais portuguesas ocorreu sobre paisagens já densamente habitadas e historicamente estruturadas, revelando processos de centralidade das territorialidades indígenas na formação dos núcleos urbanos coloniais.

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Publicado

2026-09-14

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Artigos

Como Citar

Gomes, I. de A. (2026). A memória topográfica indígena e a formação do urbanismo colonial. PosFAUUSP, 33(63), e246906. https://doi.org/10.11606/issn.2317-2762.posfauusp.2026.246906

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