Ecoansiedade e práxis libertadora: olhares críticos à educação político-ambiental
DOI:
https://doi.org/10.1590/0103-6564e240078Palavras-chave:
meio ambiente, mudanças climáticas, psicologia ambiental, educação em saúde ambientalResumo
O fenômeno da “ecoansiedade”, uma questão psicossocial influenciada pelas mudanças climáticas, foi discutido neste ensaio teórico que une Psicologia, Biologia e Filosofia. Princípios educacionais para comunicação científica e apontamentos para a práxis transformadora foram destacados. Com base em autores não hegemônicos, foram explorados os conceitos de “fatalismo latino-americano”, de Ignacio Martín-Baró, o correlato heurístico de “realismo capitalista”, de Mark Fisher e “necropolítica”, de Achille Mbembe. A análise também considerou ideias da “pedagogia da libertação” de Paulo Freire e palestras de Ailton Krenak, ambientalista e filósofo indígena. A conclusão é que a transformação social requer uma conexão entre consciência crítica da realidade e ação concreta, movida pela esperança. O futuro não é predeterminado, pois, apesar das projeções científicas, a história é dinâmica e pode ser redirecionada, especialmente por meio da luta de classes. Entender e combater a necropolítica são essenciais neste processo.
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