A forma jurídica nas políticas sociais: crítica marxista ao sujeito de direito e às relações jurídicas capitalistas
DOI:
https://doi.org/10.1590/0103-6564e246651Palavras-chave:
sujeito de direito, forma jurídica, políticas sociais, marxismoResumo
O artigo analisa a centralidade da noção de garantia de direitos nas políticas sociais brasileiras, com ênfase na assistência social, problematizando o uso recorrente da categoria “sujeito de direitos”. A partir da tradição marxista, especialmente da teoria da forma jurídica, argumenta-se que o sujeito de direito não constitui uma categoria universal, mas uma forma social historicamente vinculada às relações mercantis do capitalismo. Nesse sentido, discute-se como a incorporação dessa categoria nas políticas sociais produz uma tensão fundamental: ao mesmo tempo que orienta a ampliação formal de direitos, também opera nos limites de uma forma jurídica que expressa e reproduz as desigualdades que tais políticas pretendem enfrentar. Por fim, indicam-se implicações dessa contradição para a atuação da psicologia no interior das políticas sociais.
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