Humanity and Animality in the History of Madness

Authors

DOI:

https://doi.org/10.1590/0103-6564e230130

Keywords:

animality, craziness, mental health, decoloniality

Abstract

This paper seeks to understand how the concepts of animality and humanity impacted the conception of madman in contemporary times. Since the Middle Ages, the theme of madness has emerged as an emblematic element in history, impacting the conception of the Western man. Linking madness to animality has implications for the inhuman methods applied to treating madness. As such, this theoretical study concatenates historical data from the work of Michel Foucault (1978) to analyze the concepts of human and animal and their applicability to the phenomenon of madness. Additionally, Frantz Fanon’s decolonial perspective is used to bring the aforementioned phenomenon closer to the operations conducted during the colonial period, revealing that the dehumanization of the different emerges as a systematic strategy for subjugating so-called “deviant” portions of society.

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Author Biographies

  • Natália Macário dos Santos, Escola Superior de Ciências da Saúde

    Escola Superior de Ciências da Saúde, Brasília, DF, Brasil.

  • Amanda Oliveira Mota, Escola Superior de Ciências da Saúde

    Escola Superior de Ciências da Saúde, Brasília, DF, Brasil.

  • Graciela Froehlich, University of Brasília

    Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brasil.

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Published

2026-05-18

Issue

Section

Articles

How to Cite

Humanity and Animality in the History of Madness. (2026). Psicologia USP, 37, e230130. https://doi.org/10.1590/0103-6564e230130