Negación del sufrimiento en el trabajo de teleservicio

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.1590/0103-6564e230159

Palabras clave:

operadores de telemercadeo, sufrimiento, relaciones laborales

Resumen

La intensidad del trabajo en el sector del teleservicio causa enfermedades físicas y mentales. Una encuesta realizada con teleoperadores de una gran empresa de São Paulo constató que la enfermedad por la organización del trabajo coexiste con la valoración positiva de la empresa. Se intenta mostrar cómo la negación del sufrimiento psicológico vinculado al trabajo está en el centro de una subjetividad colectiva caracterizada por los vínculos de solidaridad y el alineamiento con el discurso motivacional de la empresa, basado en la defensa de la buena comunicación con los clientes y la promesa de avance en el puesto de trabajo. Esta sociabilidad fue interpretada a la luz de la psicopatología del trabajo de Christophe Dejours, en particular con el uso de su concepto de “ideologías defensivas”.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

  • Fábio De Maria, Universidade de São Paulo

    Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

Referencias

Abrahão, J. I., & Torres, C.C. (2006). A atividade de teleatendimento: uma análise das fontes de prazer e sofrimento no trabalho. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, 31(114): 113-124. doi: 10.1590/S0303-76572006000200010

Adorno, T. W. (1996). Mensagens numa garrafa. In S. Zizek (Org.), Um Mapa da Ideologia (Vera Ribeiro, Trad., pp. 39-50). Rio de Janeiro, RJ: Contraponto. (Trabalho original publicado em 1980)

Adorno, T. W. (2004). Sobre la relación entre sociología y psicología. In T. W. Adorno, Escritos sociológicos I (A. G. Ruiz, Trad., pp. 39-78.). Madri: Akal Ediciones. (Trabalho original publicado em 1955)

Adorno, T. & Horkheimer, M. (1985). Dialética do esclarecimento (G. A. de Almeida, Trad.). Rio de Janeiro, RJ: Jorge Zahar Editor. (Trabalho original publicado em 1947)

Arantes, P. E. (2011). Sale Boulot: Uma janela sobre o mais colossal trabalho sujo da história (uma visão no laboratório francês do sofrimento social). Tempo Social, revista de sociologia da USP, 23(1), 31-66. doi: 10.1590/S0103-20702011000100003

Braga, R. (2009). A vingança de Braverman: o infotaylorismo como contratempo. In R. Antunes & R. Braga (Orgs.), Infoproletários: degradação real do trabalho virtual (pp. 59-88). São Paulo, SP: Boitempo.

Braverman, H. (1981). Trabalho e capital monopolista – a degradação do trabalho no século XX (3a edição, N.C. Caixeiro, Trad.). Rio de Janeiro, RJ: Zahar Editores. (Trabalho original publicado em 1974)

Burawoy, M. (1982). Manufacturing consent: changes in the labor process under monopoly capitalism. Chicago: The University of Chicago Press.

Dal Rosso, S. (2008). Mais trabalho! A intensificação do labor na sociedade contemporânea. São Paulo, SP: Boitempo.

Dejours, C. (1992). A loucura do trabalho: estudo de psicopatologia do trabalho (5ª ed, A. I. Paraguay e L. L. Ferreira, Trad.). São Paulo, SP: Cortez/Oboré. (Trabalho original publicado em 1980)

Dejours, C. (2006). A banalização da injustiça social (7a ed, L. A. Monjardim, Trad.). Rio de Janeiro, RJ: Fundação Getúlio Vargas. (Trabalho original publicado em 1998)

Dejours, C., & Abdouchelli, E. (1994). Itinerário teórico em Psicopatologia do Trabalho. In M. I. S. Betiol (Org.), Psicodinâmica do trabalho: contribuição da escola dejouriana à análise da relação prazer, sofrimento e trabalho (D. M. R. Glina, Trad., pp. 119-145). São Paulo, SP: Atlas. (Trabalho original publicado em 1990)

Ferreira, M. C. (2004). Interação teleatendente-teleusuário e custo humano do trabalho em central de teleatendimento. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, 29(110), 7-15. doi: 10.1590/S0303-76572004000200002

Freire, O. N. (2002). “Ser atendente a vida toda é humanamente impossível”: serviço de teleatendimento e custo humano do trabalho (Dissertação de mestrado). Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília, Brasília.

Gomide, A. P. A. (2013). Notas sobre suicídio no trabalho à luz da teoria crítica da sociedade. Psicologia: Ciência e Profissão, 33(2), 380-395. doi: 10.1590/S1414-98932013000200010

Horkheimer, M. (1980). Teoria tradicional e teoria crítica. In V. Civita (Ed.), Walter Benjamin, Max Horkheimer, Theodor W. Adorno, Jürgen Habermas: Textos Escolhidos (2a ed, José Lino Grünewald et al., Trads., pp. 117-154). São Paulo, SP: Abril. (Trabalho original publicado em 1937)

Imbrizi, J. M. (2005). A formação do indivíduo no capitalismo tardio. São Paulo, SP: Hucitec.

Lancman, S., Uchida, S. (2003). Trabalho e subjetividade: o olhar da psicodinâmica do trabalho. Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, 6, 79-90. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-37172003000200006

Lucca, S. R., Zanatta, A. B., Rodrigues, M. S., Coimbra, I. B., Queiroz, F. S., & Correa, B. (2014). Fatores de estresse relacionado ao trabalho: as vozes dos atendentes de telemarketing. Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, 17(2), 290-304. Recuperado de http://www.revistas.usp.br/cpst/article/view/112349/110313

Oliveira, S. M. (2009). Os trabalhadores das centrais de teleatendimento no Brasil: da ilusão à exploração. In R. Antunes & R. Braga (Orgs.), Infoproletários: degradação real do trabalho virtual (pp. 113-136). São Paulo, SP: Boitempo.

Pena, P. G. L., Cardim, A., & Araújo, M. P. N. (2011). Taylorismo cibernético e Lesões por Esforços Repetitivos em operadores de telemarketing em Salvador-Bahia. Cadernos CRH, 24(n. esp. 1), 133-153. doi: 10.1590/S0103-49792011000400010

Ramalho, C. C., Arruda, F. A. A. M., Sato, L., & Hamilton, L. F. T. (2008). Viver na baia: dimensões psicossociais da saúde e do controle no trabalho de teleatendimento. Cadernos de Psicologia Social e do Trabalho, 11(1), 19-39. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-37172008000100003

Santos, M., Lira, P., Florêncio, J., Alves, C., Agripino, N., Lima, M., & Gurgel, I. (2021). Pesquisa-intervenção como mediadora de transformação das condições de saúde dos teleoperadores de Pernambuco. Saúde e Sociedade, 30(4), 1-13. doi: 10.1590/S0104-12902021200984

Scolari, C., Costa, S. G., & Mazzilli, C. (2009). Prazer e sofrimento entre os trabalhadores de Call Center. Psicologia USP, 20(4), 555-576. doi: 10.1590/S0103-65642009000400005

Seligmann-Silva, E. (1994). Desgaste mental no trabalho dominado. Rio de Janeiro, RJ: Editora UFRJ.

Sznelwar, L. I., Abrahão, J. I. & Mascia, F. L. (2006). Trabalhar em centrais de atendimento: a busca de sentido em tarefas esvaziadas. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, 31(114), 97-112. doi: 10.1590/S0303-76572006000200009.

Teleperformance Brasil (2023). Sobre a TP. TP. Recuperado de https://www.teleperformance.com/pt-br/locations/brazil-site/brasil/

Venco, S. (2006). Centrais de atendimento: a fábrica do século XIX nos serviços do século XXI. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, 31(114), 7-18. doi: 10.1590/S0303-76572006000200002

Venco, S. (2009). As engrenagens do telemarketing: vida e trabalho na contemporaneidade. Belo Horizonte, MG: Arte Escrita.

Vilela, L. V. O., & Assunção, A. A. (2004). Os mecanismos de controle da atividade no setor de teleatendimento e as queixas de cansaço e esgotamento dos trabalhadores. Cadernos de Saúde Pública, 20(4), 1069-1078. doi: 10.1590/S0102-311X2004000400022

Publicado

2025-08-06

Número

Sección

Artículos

Cómo citar

Negación del sufrimiento en el trabajo de teleservicio. (2025). Psicologia USP, 36. https://doi.org/10.1590/0103-6564e230159