Les bases théoriques de la médicalisation et ses effets dans les cliniques contemporaines : pathologisation et souffrance
DOI :
https://doi.org/10.1590/0103-6564e240034Mots-clés :
médicalisation, pathologisation, souffrance, psychanalyseRésumé
La médicalisation est en un processus fondamental qui apparaît dans la subjectivité contemporaine depuis la constitution du sujet jusqu’à la fin de son existence. En tant que phénomène éminemment socioculturel, dont l’accent est mis sur la transformation de comportements qui n’étaient auparavant pas considérés comme médicaux en « choses médicales », protégées par la médecine, qui éloignent les gens de l’information et des décisions concernant leur propre santé, encouragent l’utilisation généralisée des produits pharmaceutiques, expose l’artificialisation du corps et de l’esprit humains, ayant un impact majeur sur la clinique. La médicalisation apparaît comme un objet d’étude dans le champ de la sociologie de la santé à partir de la seconde moitié du XXe siècle et prend forme dans les études d’Irving Zola, Ivan Illich, Peter Conrad et Michel Foucault. Dans cet article, les perspectives d’Illich et de Foucault seront abordées, ainsi que le contrepoint psychanalytique qui se présente comme un élément crucial pour affronter la culture médicalisante.
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