“In the hold of the ship as a bag!”: temporalities and ways of working in Santomean plantations

Authors

DOI:

https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.216789

Keywords:

Sao Tome and Principe, time of the white man, time of the company, Contract, Punishment

Abstract

 

Cape Verde appears in the social memory and practices of Cape Verdean people as a territory crossed and sewn by mobilities to other territories, from Europe, the Americas and Africa. Of the various possible territories, São Tomé and Principe was the stage for experiences of pain, exploitation and attempts at dehumanization. With the narratives of my interlocutors in allusion to the ways of life in the 'time of the white man' versus 'the time of the company' (nationalization of the fields), lived in the multiple fields of Santomean, I point out the horrors and the slavery ways that populated the experiences and ways workers in the bush and in the fields. I propose that we revisit the contours of these labor modus operandi that emanate from the event of the contract, as a central key in the fabrication of lives and in the creation of the various temporalities – the present, current and everyday time, coupled with the category 'punishment' mirrored in the practices and daily lives devastated by the 'punishment' of enslaved lives.

Downloads

Download data is not yet available.

References

BALSÁMO, Pilar. 2009. Perigoso é não correr perigo. Experiências de Viajantes clandestinos em navios de carga no Atlântico Sul. Porto Alegre, Tese (Doutoramento em Antropologia Social) – Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social/Universidade Federal Do Rio Grande do Sul.

BERTHET, Marina. 2012. “Reflexões sobre as roças em São Tomé e Príncipe”. Estudos Históricos, 25 (50): 331-351.

CARREIRA, António. 1977. Classes sociais, estruturas familiares e migração em Cabo Verde. Lisboa, Ulmeiro.

CARREIRA, António. 1983. Migrações nas Ilhas de Cabo Verde. 2ª edição. CEE/ICL.

CARREIRA, António. 1984. Cabo Verde: aspectos sociais, secas e fomes do século XX. Lisboa, Biblioteca Ulmeiro.

DELEUZE, Gilles. “Atos de criação”. Trad: José Marcos Macedo. Folha de São Paulo. 27/06/1999.

DELEUZE, Gilles. 2011. A Imagem tempo: cinema 2. São Paulo, Editora Brasiliense.

GILROY, Paul. 2008. O Atlantico Negro: modernidade e dupla consciência. Rio de Janeiro, Editora 34,.

MUNGOI, Dulce. 2010. Identidades Viajeiras. Familia e Transnacionalismo no contexto da experiência migratória de moçambicanos para as minas da terra do Rand, África do Sul. Porto Alegre. Tese (Doutoramento em Antropologia Social) – Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social/Universidade Federal Do Rio Grande do Sul.

NASCIMENTO, Augusto. 2000. Relações de poder e quotidiano nas roças de S. Tomé e Príncipe: de finais de oitocentos a meados do presente século. Lisboa. Tese (Doutoramento em Sociologia na especialidade de Economia e Sociologia Históricas) – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/Universidade Nova de Lisboa.

NASCIMENTO, Augusto. 2007. O fim do caminhu longi. Mindelo: Ilhéu Editora e do Autor.

NASCIMENTO, Augusto. 2008. Vidas de S.tomé segundo vozes de Soncente. Lousã: Ilhéu Editora e do Autor.

NAVIA, Ângela. 2014. Êxodos e refúgios. Colombianos refugiados no Sul e Sudeste do Brasil. Rio de Janeiro. Tese (Doutoramento em Antropologia Social) – Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social/Universidade Federal Do Rio de Janeiro.

ROCHA, Eufémia. 2014. Feitiçaria e Mobilidade na África Ocidental: uma etnografia da circulação de kórda, méstris e korderus. Praia. Tese (Doutoramento em Ciências Sociais) – Universidade de Cabo Verde.

SENA BARCELOS, Cristiano. 1904. Alguns apontamentos sobre as fomes em Cabo Verde: desde 1719 a 1904. Lisboa.

SEMEDO, C. 2016 – Ilusões do Contrato? Migrações sul-sul, evocações do tráfico, contranarrativas e socialidades dos cabo-verdianos nas roças de São Tomé e Príncipe. Tese de Doutorado em Antropologia Social

defendida na Universidade Federal do Rio de Janeiro/Museu Nacional.

SEMEDO, C. 2021. “Mobilidades e territórios impensáveis. Contranarrativas e afetos de cabo-verdianos nas roças de São Tomé e Príncipe”. Revista Antropologia (São Paulo, Online). 64 (1): 1-22. http://dx.doi.org/10.11606/1678-9857.ra.2021.184478

SEMEDO, C. 2020. “A experiência migratória de cabo-verdianos para as roças de São Tomé e Príncipe: pesquisa de campo”. População e Sociedade. CEPESE, Porto, 34: 87-106. https://www.cepese.pt/portal/pt/populacao-e-sociedade/edicoes/populacao-e-sociedade-n-o-34/a-experiencia-migratoria-de-cabo-verdianos-para-as-rocas-de-sao-tome-e-principe-pesquisa-de-campo/pdf-a-experiencia-migratoria-de-cabo-verdianos-para-as-rocas-de-sao-tome-e-principe-pesquisa-de-campo/@@display-file/file/Revista%2034_Artigo%207.pdf

TENREIRO, Francisco. 1961. A Ilha de S.Tomé. Coleção Memória da Junta de Investigação do ultramar, 2ª série (24). Lisboa.

ARQUIVOS

Boletim Oficial n.º 10. 8 de março de 1947. Cabo Verde.

Código do Trabalho Rural do Ultramar. Decreto n.º 44 309. 27 de abril de 1962. Cabo Verde.

Decreto-Lei de 1903. Boletim Official n.º9, 28 de fevereiro de 1903, São Thomé.

Decreto-Lei n.º 951. 14 de outubro de 1914. Cabo Verde.

Decreto-Lei 24/75. 30 de setembro de 1975. São Tomé e Princípe.

Diário do Governo. n.º 173, 25/7/1912. Instituto do Arquivo Histórico Nacional. Repertório Numérico simples do Fundo Nacional da Repartição Provincial dos Serviços de Administração Civil (1907-1979). Caixa n.º 22. peça n.º 01. Cabo Verde.

Published

2025-03-26

Issue

Section

Articles

How to Cite

Semedo, C. I. (2025). “In the hold of the ship as a bag!”: temporalities and ways of working in Santomean plantations. Revista De Antropologia, 68, e216789. https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.216789