Re-significações do humano no contexto da 'ciborguização': um olhar sobre as relações humano-máquina na terapia intensiva

Autores

  • Mara Ambrosina de O. Vargas UFRGS; Centro de Tratamento Intensivo Adulto do Hospital de Clínicas de Porto Alegre
  • Dagmar Estermann Meyer UFRGS; Faculdade de Educação

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0080-62342005000200012

Palavras-chave:

Estudos culturais e educação, Sistemas homem-máquina, Unidades de terapia intensiva, Cuidados de enfermagem

Resumo

Discutem-se relações humano-máquina do processo denominado 'ciborguização da enfermeira' na terapia intensiva, com base nos Estudos Culturais pós-estruturalistas, destacando-se o conceito de ciborgue de Haraway. Examinam-se, como textos culturais, manuais utilizados pela enfermagem nas UTI. Esta análise cultural procura tensionar sentidos de 'humano e máquina', com o objetivo de reconhecer processos que instituem enfermeiras como ciborgues. Argumenta-se que enfermeiras intensivistas são inseridas em um processo de corporificação de tecnologia que transforma o corpo-profissional em um híbrido que permite desqualificar, concomitantemente, noções como máquina e corpo 'em si já que é a hibridização entre 'um e outro' que conta, ali. Como ciborgues, enfermeiras intensivistas aprendem a 'estar com' a máquina e essa conexão delimita a especificidade de suas ações. Sugere-se que processos de ciborguização como esse são produtivos para questionar - e lidar de outros modos com - os sentidos de 'humano' e 'humanidade' que sustentam grande parte do saber/fazer em saúde.

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Referências

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Publicado

2005-06-01

Edição

Seção

Estudo Teórico

Como Citar

Vargas, M. A. de O., & Meyer, D. E. (2005). Re-significações do humano no contexto da ’ciborguização’: um olhar sobre as relações humano-máquina na terapia intensiva. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 39(2), 211-219. https://doi.org/10.1590/S0080-62342005000200012