Os livros de autoajuda pedagógica como espaços de formação docente
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.i149p73-88Palavras-chave:
discurso pedagógico, literatura de autoajuda, representaçõesResumo
Este texto busca evidenciar algumas características comuns às leituras, aqui denominadas, de autoajuda pedagógica, e as imagens e representações sobre a profissão docente que elas ajudam a fazer circular no campo educacional, bem como as opiniões de professoras leitoras sobre os escritos. Ao analisar as obras de Augusto Cury e Gabriel Chalita, pretendeu-se evidenciar alguns modos de elaboração do discurso e da argumentação, bem como perceber, a partir dos depoimentos de professoras leitoras, quais contribuições elas acreditam que as leituras de autoajuda possam lhes trazer. Os resultados sugerem que a leitura das obras não é direcionada pela expectativa de obtenção de qualificação para o exercício do trabalho, mas, sim, pela expectativa de adquirirem um conhecimento que é particular e subjetivo, e que pode vir a interferir positivamente em sua vida profissional.
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