Experiências familiares de (des)esperança no contexto da gestação e cuidados com o neonato de risco
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.7906.4835Palavras-chave:
Esperança; Família; Gravidez de Alto Risco; Recém-Nascido; Pesquisa em Enfermagem; Enfermagem Familiar.Resumo
Objetivo: compreender experiências familiares de esperança, da gestação aos cuidados do neonato de risco. Método: pesquisa qualitativa, orientada pelo Modelo Teórico de Entendimento da Natureza Complexa da Esperança, que teve como cenário um ambulatório multiprofissional de atenção ao neonato de risco. Participaram 28 pessoas de 14 famílias a partir de entrevista em história oral, que permitiram a construção de narrativas familiares, as quais foram submetidas à análise temática dedutiva. Resultados: as experiências familiares de esperança se estabelecem a partir de quatro dimensões: compreensão, julgamento e interpretação acerca da esperança; aspectos afetivos e sentimentos em relação à experiência vivida; ações, comportamentos e estratégias que fortalecem a esperança familiar; influência do contexto e situações de vida. Estas são influenciadas pela temporalidade em que a família se encontra. No início da vivência do risco, a esperança mostra-se fragilizada, incerta, com sentimentos negativos e desejos de dias melhores. Com o passar do tempo, estratégias como a espiritualidade e as habilidades de relações intrapessoais, são fortalecidas e mantidas, ressignificando os sentimentos. Conclusão: compreender as experiências de (des)esperança familiar pode ajudar os profissionais no sentido de fortalecer e contribuir com uma experiência mais positiva, na presença do risco gestacional e neonatal.
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