Potencialidades e fragilidades do Programa Melhor em Casa identificadas por profissionais e gestores: revisão de escopo
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.8251.4880Palavras-chave:
Serviços de Assistência Domiciliar; Serviços Hospitalares de Assistência Domiciliar; Assistência Domiciliar; Enfermagem Domiciliar; Pacientes Domiciliares; Educação Domiciliar.Resumo
Objetivo: mapear na literatura científica as potencialidades e fragilidades do Programa Melhor em Casa identificadas por profissionais de saúde e gestores. Método: revisão de escopo embasada no manual do JBI e nas diretrizes PRISMA-ScR. A busca foi realizada nas bases PubMed/MEDLINE, LILACS, Scopus, Embase, Web of Science, CINAHL, e teses e dissertações CAPES, abrangendo publicações entre 2011 e 2024. Resultados: dos 552 estudos identificados, oito atenderam aos critérios de inclusão e foram analisados. As potencialidades do programa referem-se à promoção da desospitalização, fortalecimento do trabalho em rede, desenvolvimento de ações educativas em saúde com as famílias e flexibilidade na gestão do cuidado. Em contrapartida, foram evidenciadas fragilidades relacionadas à insuficiência da educação permanente dos profissionais, desgaste emocional das equipes, limitações tecnológicas, e dificuldades de interlocução com a Rede de Atenção à Saúde. Conclusão: o Programa Melhor em Casa é uma estratégia relevante no processo da desospitalização, contudo, enfrenta desafios estruturais e operacionais que comprometem sua sustentabilidade. Investimentos em suporte tecnológico e fortalecimento das equipes para melhorar a continuidade e a qualidade da atenção domiciliar são necessários. Registro Open Science Framework: DOI 10.17605/OSF.IO/6UCDB
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