Prevalência e fatores associados à ansiedade e à depressão pós-COVID-19
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.8173.4916Palavras-chave:
Ansiedade; Depressão; COVID-19; Síndrome Pós-COVID-19 Aguda; Saúde Mental; Fatores de Risco.Resumo
Objetivo: estimar a prevalência e os fatores associados à ansiedade e à depressão em pacientes que se recuperam da COVID-19. Método: estudo transversal, realizado com 381 pacientes, após quatro meses da infecção pelo SARS-COV-2. Foram coletados dados sociodemográficos e clínico-epidemiológicos, bem como informações sobre a ocorrência de eventos estressantes relacionados à pandemia de COVID-19, por meio de questionário e aplicação da Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão. Realizaram-se análises descritivas e inferenciais, com regressão logística binária para a identificação dos fatores associados. Resultados: a prevalência de ansiedade possível e provável foi de 46,45%, e a de depressão possível e provável, de 22,31%. O medo de contrair COVID-19 novamente, histórico prévio de transtorno mental e antecedentes familiares de doenças crônicas estiveram associados a maiores chances de ansiedade e depressão. Renda familiar de até um salário mínimo e presença de comorbidades associaram-se à depressão, enquanto estar empregado mostrou-se fator protetor para a ansiedade. Conclusão: observou-se elevada prevalência de ansiedade e depressão no período pós-COVID-19, associada a fatores psicossociais, clínicos e socioeconômicos, evidenciando a necessidade de estratégias de rastreamento e cuidado da saúde mental nessa população.
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