Profissionais da enfermagem surdos: experiências de interação social e comunicação na prática profissional
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.8211.4913Palavras-chave:
Surdez; Enfermagem; Inclusão Social; Prática Profissional; Interação Social; Comunicação.Resumo
Objetivo: explorar a inclusão de profissionais da enfermagem surdos nas dimensões da acessibilidade atitudinal e comunicacional no ambiente de trabalho. Método: estudo qualitativo, transversal e descritivo, fundamentado na história da inclusão de pessoas com deficiência e nas sete dimensões da acessibilidade de Sassaki. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas online com profissionais da enfermagem surdos. A análise seguiu o método de Análise Temática de Braun e Clarke. Resultados: participaram oito profissionais, sendo seis enfermeiros e dois técnicos de enfermagem, com graus de perda auditiva de leve a profunda. Emergiram dois temas principais - Acessibilidades e Barreiras - e quatro subtemas: acessibilidades atitudinais (representatividade, apoio e convivência inclusiva) e comunicacionais (uso de estratégias adaptadas de comunicação); barreiras atitudinais (capacitismo, invisibilidade da surdez e discriminação) e comunicacionais (máscaras de proteção, ambientes ruidosos, uso da escrita e fadiga auditiva). Apesar de avanços pontuais, persistem barreiras estruturais e culturais que dificultam a plena inclusão desses profissionais. Conclusão: a inclusão de pessoas com deficiência auditiva na enfermagem ainda é parcial nas dimensões atitudinal e comunicacional. A presença desses profissionais contribui para a conscientização sobre a surdez, quebra de estigmas e fortalecimento de práticas de acessibilidade, essenciais para uma enfermagem mais diversa e equitativa.
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