Prevalência e fatores associados ao medo do parto: inquérito online nacional em adultos brasileiros
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.7617.4898Palavras-chave:
Enfermagem Obstétrica; Medo; Parto; Internet; Educação em Saúde; Gestante.Resumo
Objetivo: identificar a prevalência e os fatores associados ao medo do parto em adultos brasileiros. Método: estudo transversal com 528 participantes entre 18 e 58 anos. Os dados foram coletados por meio de um inquérito online, que abordou características sociodemográficas, comportamentais, além de informações relacionadas à saúde, à história obstétrica e ao medo do parto, conforme a versão brasileira do instrumento Childbirth Fear Prior to Pregnancy. As variáveis foram analisadas e ajustadas por modelos de regressão linear múltipla, assumindo que os resíduos seguem uma distribuição normal. Resultados: a prevalência do medo do parto foi de 28,4% (n=133) para baixo, 19,5% (n=103) para moderado e 26,9% (n=142) para alto medo do parto. Análises multivariadas mostraram que escores mais baixos de medo do parto estavam associados à idade mais jovem (p=0,002) e sexo feminino (p<0,000). Por outro lado, indivíduos com gestação anterior tiveram maiores escores do CPFF (p=0,005). Conclusão: a prevalência do medo do parto foi 71,6% (n=378), distribuída entre baixo (25,2%), moderado (19,5%) e alto medo (26,9%). Fatores como maior idade e gênero feminino foram associados a menores escores de medo, enquanto a gestação prévia esteve ligada a um nível mais elevado de medo. Esses resultados sugerem que a experiência materna pode influenciar decisões futuras sobre a escolha do próprio parto ou impactar a percepção de outras pessoas do seu convívio.
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