Vigilância do óbito materno e a atuação de enfermeiros da Atenção Primária à Saúde em uma capital brasileira

Autores

  • Núria Ananda Parron Giacomelli Pereira Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Instituto Integrado de Saúde, Campo Grande, MS, Brasil.
  • Shaiane de Farias Durval Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Instituto Integrado de Saúde, Campo Grande, MS, Brasil.
  • Albert Schiaveto de Souza Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Instituto de Biociências, Campo Grande, MS, Brasil.
  • Elen Ferraz Teston Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Instituto Integrado de Saúde, Campo Grande, MS, Brasil.
  • Sonia Silva Marcon Universidade Estadual de Maringá, Departamento de Enfermagem, Maringá, PR, Brasil.
  • Maria de Lourdes de Souza Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil.
  • Bianca Cristina Ciccone Giacon-Arruda Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Instituto Integrado de Saúde, Campo Grande, MS, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1518-8345.7898.4950

Palavras-chave:

Mortalidade Materna; Morte Materna; Vigilância em Saúde Pública; Atenção Primária à Saúde; Saúde da Família; Enfermagem.

Resumo

Objetivo:  identificar os fatores relacionados à atuação dos enfermeiros da Atenção Primária à Saúde na vigilância do óbito materno. Método:  estudo epidemiológico descritivo-analítico, com 143 enfermeiros de uma capital do centro-oeste brasileiro. Os dados foram coletados por questionário estruturado e autoaplicável, sendo analisados por estatística descritiva e inferencial pelo teste qui-quadrado e pela análise multivariada por meio da regressão logística binária, considerando-se nível de significância de 5%. Resultados:  a maioria dos participantes estava na função atual há menos de cinco anos e não havia participado de capacitação sobre vigilância do óbito materno, mas conhecia o seu objetivo, o comitê municipal de mortalidade materna (e seus objetivos). O tempo na função atual esteve associado à participação em capacitação, à realização de investigação, ao conhecimento sobre o comitê e à participação em suas reuniões. A capacitação esteve associada ao conhecimento sobre o objetivo da investigação, sobre o comitê, seus objetivos e à participação em reuniões. Enfermeiros que participaram de capacitação apresentaram uma razão de chances de 5,82 (IC95%: 2,46-13,75) de já terem realizado uma investigação de óbito materno. Conclusão:  a educação permanente é um fator preditivo para a atuação do enfermeiro e deve ser potencializado por políticas institucionais.

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Referências

Publicado

2026-10-16

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Pereira, N. A. P. G., Durval, S. de F., Souza, A. S. de, Teston, E. F., Marcon, S. S., Souza, M. de L. de, & Giacon-Arruda, B. C. C. (2026). Vigilância do óbito materno e a atuação de enfermeiros da Atenção Primária à Saúde em uma capital brasileira. Revista Latino-Americana De Enfermagem, 34, e4950. https://doi.org/10.1590/1518-8345.7898.4950