Instabilidade no trabalho, distúrbios osteomusculares e absenteísmo em enfermeiros da Atenção Primária
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.8307.4940Palavras-chave:
Segurança do Emprego; Transtornos Traumáticos Cumulativos; Atenção Primária à Saúde; Enfermagem; Saúde Ocupacional; Absenteísmo.Resumo
Objetivo: analisar a associação entre instabilidade no trabalho, distúrbios osteomusculares e absenteísmo em enfermeiros da Atenção Primária à Saúde. Método: estudo metodológico, transversal, quantitativo, realizado com 286 enfermeiros(as) da Atenção Primária à Saúde. Utilizaram-se o Questionário Sociodemográfico e Ocupacional e a versão brasileira da Nurse-Work Instability Scale. A coleta de dados ocorreu via plataforma digital, por meio de estatística descritiva, testes estatísticos e modelos de regressão (p<0,05). Para a elaboração do estudo foi utilizado o Strengthening the Reporting of Observational studies in Epidemiology (STROBE). Resultados: participaram do estudo 286 enfermeiros, contudo 143 (50,0%) apresentaram instabilidade no trabalho, sendo 9,8% de baixo risco, 32,9% de médio risco e 57,3% de alto risco. Houve associação significativa entre alta instabilidade e sintomas musculoesqueléticos como dor, sensação de peso e fadiga, afetando múltiplas regiões corporais. Notou-se maior instabilidade entre profissionais com maior renda familiar. Os distúrbios musculoesqueléticos foram as principais causas de absenteísmo, embora não tenha havido associação estatística entre instabilidade e afastamentos. Conclusão: a instabilidade no trabalho entre enfermeiros(as) da Atenção Primária à Saúde foi prevalente e relacionada aos fatores ocupacionais e físicos, exigindo ações para preservação da capacidade laboral.
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