Instabilidade no trabalho, distúrbios osteomusculares e absenteísmo em enfermeiros da Atenção Primária

Autores

  • Heloisa Ehmke Cardoso dos Santos Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Centro Colaborador da OPAS/OMS para o Desenvolvimento da Pesquisa em Enfermagem, Ribeirão Preto, SP, Brasil.
  • Rafael de Souza Petersen Fundação Oswaldo Cruz, Brasília, DF, Brasil.
  • Fernanda Ludmilla Rossi Rocha Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Centro Colaborador da OPAS/OMS para o Desenvolvimento da Pesquisa em Enfermagem, Ribeirão Preto, SP, Brasil.
  • Lacir José Santin Júnior Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Centro Colaborador da OPAS/OMS para o Desenvolvimento da Pesquisa em Enfermagem, Ribeirão Preto, SP, Brasil.
  • Maria Helena Palucci Marziale Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Centro Colaborador da OPAS/OMS para o Desenvolvimento da Pesquisa em Enfermagem, Ribeirão Preto, SP, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1518-8345.8307.4940

Palavras-chave:

Segurança do Emprego; Transtornos Traumáticos Cumulativos; Atenção Primária à Saúde; Enfermagem; Saúde Ocupacional; Absenteísmo.

Resumo

Objetivo:  analisar a associação entre instabilidade no trabalho, distúrbios osteomusculares e absenteísmo em enfermeiros da Atenção Primária à Saúde. Método:  estudo metodológico, transversal, quantitativo, realizado com 286 enfermeiros(as) da Atenção Primária à Saúde. Utilizaram-se o Questionário Sociodemográfico e Ocupacional e a versão brasileira da Nurse-Work Instability Scale. A coleta de dados ocorreu via plataforma digital, por meio de estatística descritiva, testes estatísticos e modelos de regressão (p<0,05). Para a elaboração do estudo foi utilizado o Strengthening the Reporting of Observational studies in Epidemiology (STROBE). Resultados:   participaram do estudo 286 enfermeiros, contudo 143 (50,0%) apresentaram instabilidade no trabalho, sendo 9,8% de baixo risco, 32,9% de médio risco e 57,3% de alto risco. Houve associação significativa entre alta instabilidade e sintomas musculoesqueléticos como dor, sensação de peso e fadiga, afetando múltiplas regiões corporais. Notou-se maior instabilidade entre profissionais com maior renda familiar. Os distúrbios musculoesqueléticos foram as principais causas de absenteísmo, embora não tenha havido associação estatística entre instabilidade e afastamentos. Conclusão:  a instabilidade no trabalho entre enfermeiros(as) da Atenção Primária à Saúde foi prevalente e relacionada aos fatores ocupacionais e físicos, exigindo ações para preservação da capacidade laboral.

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Referências

Publicado

2026-10-16

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Santos, H. E. C. dos, Petersen, R. de S., Rocha, F. L. R., Santin Júnior, L. J., & Marziale, M. H. P. (2026). Instabilidade no trabalho, distúrbios osteomusculares e absenteísmo em enfermeiros da Atenção Primária. Revista Latino-Americana De Enfermagem, 34, e4940. https://doi.org/10.1590/1518-8345.8307.4940