Crenças parentais, iniciação do consumo de álcool e binge drinking entre adolescentes brasileiros
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.8036.4886Palavras-chave:
Promoção da Saúde; Prevenção Primária; Promoção da Saúde Escolar; Programas Governamentais; Adolescente; Saúde do Adolescente.Resumo
Objetivo: analisar a associação entre o consumo de álcool por adolescentes e as crenças parentais. Método: estudo transversal, aninhado em ensaio controlado randomizado por clusters, que avaliou a efetividade de um programa de fortalecimento de vínculos familiares na prevenção ao uso de drogas entre adolescentes. Participaram do estudo 859 famílias com adolescentes entre 10 e 14 anos. Os participantes responderam a um questionário virtual e procederam-se a análises descritivas e regressão multivariada para verificar as associações de interesse. Resultados: os pais que acreditavam ser mais seguro ensinar os filhos a beberem em casa dobraram as chances de os filhos iniciarem o uso de álcool (OR= 2,10). Já a crença “se um adolescente beber apenas em festas, isso não afetará seu desenvolvimento” quase triplicou (OR= 2,61) as chances de os filhos praticarem binge drinking. No estudo, constatou-se que os pais/responsáveis que faziam uso nocivo ou possuíam provável dependência aumentaram em oito vezes as chances de consumo de álcool pelos filhos. Conclusão: os resultados sugerem que as crenças parentais mais permissivas sobre o consumo de álcool nocivo pelos pais podem elevar significativamente as chances da iniciação precoce e da prática de binge drinking na adolescência.
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