Prática de autocuidado e fatores associados em pessoas com hanseníase na Atenção Primária
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.7921.4962Palavras-chave:
Prática; Autocuidado; Hanseníase; Atenção Primária à Saúde; Enfermagem; Diagnóstico Precoce.Resumo
Objetivo: analisar práticas de autocuidado e fatores associados em pessoas com hanseníase na Atenção Primária à Saúde. Método: estudo transversal realizado em Unidades Básicas de Saúde com 133 casos de hanseníase. Utilizou-se o instrumento Atitude e Prática de Autocuidado na Hanseníase - face, mãos e pés. Na associação entre as variáveis utilizou-se o teste qui-quadrado e/ou exato de Fisher, com correção de Yates. Para análise das práticas de autocuidado, aplicou-se regressão logística, com Odds Ratio e respectivos intervalos de confiança. Resultados: predominou sexo masculino (54,1%), faixa etária 20 a 59 anos (62,4%), casados (60,9%), renda de um a dois salários-mínimos (48,9%). A atitude frente ao autocuidado foi positiva (98,5%). Dentre os participantes, apenas 4,5% realizavam práticas de autocuidado relacionadas à face, mãos (12,8%) e pés (5,3%). Ter úlceras plantares ou palmares e neurites foi associado à redução das chances de autocuidado insatisfatório. Conclusão: a atitude frente ao autocuidado foi positiva na expressiva maioria dos participantes, mostrando dissonância com as práticas de autocuidado, que foram predominantemente insatisfatórias. O autocuidado em hanseníase é essencial à prevenção de sequelas e requer que profissionais de saúde desenvolvam orientações e monitoramento contínuos, visando à melhoria da qualidade de vida.
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