Prática de autocuidado e fatores associados em pessoas com hanseníase na Atenção Primária

Autores

  • Michelle Santos Macêdo Universidade Federal do Piauí, Departamento de Pós-Graduação em Enfermagem, Teresina, PI, Brasil.
  • Nanielle Silva Barbosa Universidade Federal do Piauí, Departamento de Pós-Graduação em Enfermagem, Teresina, PI, Brasil. Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Brasil.
  • Olívia Dias de Araújo Universidade Federal do Piauí, Departamento de Pós-Graduação em Enfermagem, Teresina, PI, Brasil.
  • Fernanda Lorrany Silva Universidade Federal do Piauí, Departamento de Pós-Graduação em Enfermagem, Teresina, PI, Brasil.
  • Lídya Tolstenko Nogueira Universidade Federal do Piauí, Departamento de Pós-Graduação em Enfermagem, Teresina, PI, Brasil.
  • Telma Maria Evangelista de Araújo Universidade Federal do Piauí, Departamento de Pós-Graduação em Enfermagem, Teresina, PI, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1518-8345.7921.4962

Palavras-chave:

Prática; Autocuidado; Hanseníase; Atenção Primária à Saúde; Enfermagem; Diagnóstico Precoce.

Resumo

Objetivo:  analisar práticas de autocuidado e fatores associados em pessoas com hanseníase na Atenção Primária à Saúde. Método:  estudo transversal realizado em Unidades Básicas de Saúde com 133 casos de hanseníase. Utilizou-se o instrumento Atitude e Prática de Autocuidado na Hanseníase - face, mãos e pés. Na associação entre as variáveis utilizou-se o teste qui-quadrado e/ou exato de Fisher, com correção de Yates. Para análise das práticas de autocuidado, aplicou-se regressão logística, com Odds Ratio e respectivos intervalos de confiança. Resultados:  predominou sexo masculino (54,1%), faixa etária 20 a 59 anos (62,4%), casados (60,9%), renda de um a dois salários-mínimos (48,9%). A atitude frente ao autocuidado foi positiva (98,5%). Dentre os participantes, apenas 4,5% realizavam práticas de autocuidado relacionadas à face, mãos (12,8%) e pés (5,3%). Ter úlceras plantares ou palmares e neurites foi associado à redução das chances de autocuidado insatisfatório. Conclusão:  a atitude frente ao autocuidado foi positiva na expressiva maioria dos participantes, mostrando dissonância com as práticas de autocuidado, que foram predominantemente insatisfatórias. O autocuidado em hanseníase é essencial à prevenção de sequelas e requer que profissionais de saúde desenvolvam orientações e monitoramento contínuos, visando à melhoria da qualidade de vida.

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Referências

Publicado

2026-10-16

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Macêdo, M. S., Barbosa, N. S., Araújo, O. D. de, Silva, F. L., Nogueira, L. T., & Araújo, T. M. E. de. (2026). Prática de autocuidado e fatores associados em pessoas com hanseníase na Atenção Primária. Revista Latino-Americana De Enfermagem, 34, e4962. https://doi.org/10.1590/1518-8345.7921.4962