Uso de drogas estimulantes entre adolescentes do ensino médio de uma Região Metropolitana: um estudo de base escolar

Autores

  • Franciéle Marabotti Costa Leite Universidade Federal do Espirito Santo, Vitória, ES, Brasil.
  • Tiffani Matos Oliveira Universidade Federal do Espirito Santo, Vitória, ES, Brasil.
  • Letícia Peisino Buleriano Universidade Federal do Espirito Santo, Vitória, ES, Brasil.
  • Micael Franco Alves Universidade Federal do Espirito Santo, Vitória, ES, Brasil.
  • Mayara Alves Luis Prefeitura de Vitória, Secretaria Municipal de Saúde de Vitória, Vitória, ES, Brasil.
  • Carlos Augusto Lopes Universidade Federal do Espirito Santo, Vitória, ES, Brasil.
  • Fernanda Garcia Gabira Miguez Universidade Federal do Espirito Santo, Vitória, ES, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1518-8345.8157.4965

Palavras-chave:

Adolescentes; Estimulantes do Sistema Nervoso Central; Prevalência; Fatores de Risco; Estudos Transversais; Minorias Sexuais e de Gênero.

Resumo

Objetivo:  identificar a prevalência de drogas estimulantes entre adolescentes do Ensino Médio e os fatores associados. Método:  estudo transversal com 4.614 adolescentes, entre 14 e 19 anos. Foram realizadas análises descritivas, bivariadas (teste do qui-quadrado e teste exato de Fisher) e multivariadas (regressão de Poisson com variância robusta), adotando-se nível de significância de p<0,05. Resultados:  a prevalência de uso alguma vez na vida foi de 6% (intervalo de confiança de 95%: 5,4-6,8), e o uso atual foi de 1,6% (intervalo de confiança de 95%: 1,3-2,0). Maiores prevalências de experimentação de drogas estimulantes entre adolescentes de 18 a 19 anos (RP: 2,24), LGBTQIA+ (RP: 1,35), raça-cor preta (RP: 1,55), com trabalho (RP: 1,68) e cujos pais vivem separados (RP: 1,62). Adolescentes que pertencem à religião católica ou evangélica apresentaram menores frequências de experimentação e uso atual (p<0,05). O uso atual foi mais frequente entre os de raça-cor preta (RP 2,94), classe B (RP: 2,27), e, que possuem trabalho (RP: 2,69). Conclusão:  observa-se que a experimentação e o uso de drogas estimulantes estão presentes entre os adolescentes e que fatores sociodemográficos e comportamentais estão associados essa prática. Estratégias integradas entre os setores da saúde, educação, assistência social e segurança pública são necessárias para a prevenção e mitigação do problema em ambientes escolares, familiares e comunitários.

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Referências

Publicado

2026-11-02

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Leite, F. M. C., Oliveira, T. M., Buleriano, L. P., Alves, M. F., Luis, M. A., Lopes, C. A., & Miguez, F. G. G. (2026). Uso de drogas estimulantes entre adolescentes do ensino médio de uma Região Metropolitana: um estudo de base escolar. Revista Latino-Americana De Enfermagem, 34, e4965. https://doi.org/10.1590/1518-8345.8157.4965