Uso de drogas estimulantes entre adolescentes do ensino médio de uma Região Metropolitana: um estudo de base escolar
DOI:
https://doi.org/10.1590/1518-8345.8157.4965Palavras-chave:
Adolescentes; Estimulantes do Sistema Nervoso Central; Prevalência; Fatores de Risco; Estudos Transversais; Minorias Sexuais e de Gênero.Resumo
Objetivo: identificar a prevalência de drogas estimulantes entre adolescentes do Ensino Médio e os fatores associados. Método: estudo transversal com 4.614 adolescentes, entre 14 e 19 anos. Foram realizadas análises descritivas, bivariadas (teste do qui-quadrado e teste exato de Fisher) e multivariadas (regressão de Poisson com variância robusta), adotando-se nível de significância de p<0,05. Resultados: a prevalência de uso alguma vez na vida foi de 6% (intervalo de confiança de 95%: 5,4-6,8), e o uso atual foi de 1,6% (intervalo de confiança de 95%: 1,3-2,0). Maiores prevalências de experimentação de drogas estimulantes entre adolescentes de 18 a 19 anos (RP: 2,24), LGBTQIA+ (RP: 1,35), raça-cor preta (RP: 1,55), com trabalho (RP: 1,68) e cujos pais vivem separados (RP: 1,62). Adolescentes que pertencem à religião católica ou evangélica apresentaram menores frequências de experimentação e uso atual (p<0,05). O uso atual foi mais frequente entre os de raça-cor preta (RP 2,94), classe B (RP: 2,27), e, que possuem trabalho (RP: 2,69). Conclusão: observa-se que a experimentação e o uso de drogas estimulantes estão presentes entre os adolescentes e que fatores sociodemográficos e comportamentais estão associados essa prática. Estratégias integradas entre os setores da saúde, educação, assistência social e segurança pública são necessárias para a prevenção e mitigação do problema em ambientes escolares, familiares e comunitários.
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