Insisting on revolutions: problematization as a “theoretical weapon” for social therapeutic-occupational practice

Authors

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v35i1-3e237247

Keywords:

Social occupational therapy, Daily life, Problematization, Social change, Revolution

Abstract

In the face of daily life, marked by alienation, which consumes the possibilities of a life with more freedom, it is important for occupational therapists to understand the forces of capitalism that have been devouring the natural, cultural, political and social bases - in the various dimensions, macro-microsocial, of life. Therefore, a revolutionary perspective is needed that has problematization as a "theoretical weapon" to develop an anti-oppressive therapeutic-occupational practice and that has the creation of "zones of freedom" as an intentionality. In order to substantiate this assertion, we discuss two aspects in this essay: the idealistic overcoming that occupational therapy is essentially good and innocent, thus dealing with its potential, already demonstrated by history, to produce violence, so that it is possible to assume a counter-hegemonic technical-political commitment; and, under these parameters, the proposition of occupational therapists as agents of problematization, in actions that contribute to making daily life happen better. It is a matter of understanding History as a possibility, which does not mean denying its cultural, social, political and economic conditioning, but recognizing them as non-determinant, affirming the ethical responsibility of being in and with the world and, thus, insisting on the guideline of transforming it collectively.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

  • Magno Nunes Farias, Universidade de Brasília

    Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências e Tecnologias em Saúde. Ceilândia, Distrito Federal, Brasil. Farias MF. https://orcid.org/0000-0002-9249-1497. E-mail: magno.farias@unb.br

  • Roseli Esquerdo Lopes, Federal University of São Carlos

    Roseli Esquerdo Lopes. Universidade Federal de São Carlos, Departamento de Terapia Ocupacional. São Carlos, São Paulo, Brasil. Lopes RE. https://orcid.org/0000-0001-9572-4586. E-mail: relopes@ufscar.br

References

Freire P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

Cabral A. Antologia de textos "Textos Políticos". Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, AHS, 1973.

Fraser N. Capitalismo canibal: como nosso sistema está devorando a nossa democracia, o cuidado e o planeta e o que podemos fazer a respeito disso. São Paulo: Autonomia Literária, 2024.

Heller A. Uma teoria da história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1993.

Freire P. Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: UNESP, 2000.

Freire P. À sombra desta mangueira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013.

Freire P. Ação cultural para a liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.

Freire P. Pedagogia dos sonhos possíveis. São Paulo: UNESP, 2001.

Kosik K. Dialética do concreto. São Paulo: Paz e Terra, 2002.

Heller A. O cotidiano e a história. São Paulo: Paz e Terra, 2016.

Heller A. Sociología de la vida cotidiana. México: El Sudamericano, 2016.

Lefebvre H. A vida cotidiana no mundo moderno. São Paulo: Ática, 1991.

Farias MN, Lopes RE. Circulação cotidiana e uma práxis terapêutico-ocupacional social. Interface (Botucatu). 2021;25:e200717.

Carvalho MCB. O conhecimento da vida cotidiana: base necessária à prática social. In: Netto JP, Carvalho MCB, organizadores. Cotidiano: conhecimento e crítica. São Paulo: Cortez, 2007, p. 13–62.

Farias MN, Lopes RE. Terapia ocupacional social, antiopressão e liberdade: considerações sobre a revolução da/na vida cotidiana. Cad Bras Ter Ocup. 2022; 30(spe):e3100. https://doi.org/10.1590/2526-8910.ctoEN234531001

Freire P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

Freire P. Educação como prática da liberdade. São Paulo: Paz e Terra, 2016.

Foucault M. O uso dos prazeres. Rio de Janeiro: Graal, 1984. (História da sexualidade, vol. 2).

Gros F. Problématisation. In: Bert J-F, Lamy J, eds. Michel Foucault: un héritage critique. Paris: CNRS; 2014. p. 124–6. Traduzido por: Francisco A.

Freire P. Educação como prática da liberdade. São Paulo: Paz e Terra, 1967.

Patto MHS. O conceito de cotidianidade em Agnes Heller e a pesquisa em educação. Perspect Rev Ciênc Soc. 1993;16.

Heller A. O quotidiano e a história. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1972.

Barros DD. Operadores de saúde na área social [Health operators in the social area]. Rev Ter Ocup Univ São Paulo. 1990;1(1):11–6. https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.rto.1990.224295

Lopes RE. Currículo mínimo para a terapia ocupacional: uma questão técnico-ideológica. Rev Ter Ocup Univ São Paulo. 1990; 1(1):33–41. https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.rto.1990.224304

Lopes RE. A direção que construímos: algumas reflexões sobre a formação do terapeuta ocupacional. Rev Ter Ocup Univ São Paulo. 1993/1996; (1):27–35. https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.rto..225555

Francisco BR. Notas acerca da questão moral na terapia ocupacional ou correndo por fora da raia. Rev Ter Ocup Univ São Paulo. 1991; 2(1):27–9. https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.rto.1991.224346

Bezerra WC, Basso ACS. Do compromisso ético-político à concepção de projeto profissional na terapia ocupacional: um debate necessário ao trabalho na assistência social. Cad Bras Ter Ocup. 2023; 31(spe):e3387. https://doi.org/10.1590/25268910.ctoARF259333871

Bezerra WC, Reis SCCAG, Lopes RE. Dos caminhos postos aos caminhos feitos: a trajetória socio-histórica da terapia ocupacional no Brasil. In: Córdoba AG, Malfitano APS, Borba PLO, Lopes RE, organizadores. Historiografías en terapia ocupacional desde América del Sur / Historiografias em terapia ocupacional desde a América do Sul. Santiago: Editorial USACH; 2024. p. 65–96.

Turcotte PL, Holmes D. The shadow side of occupational therapy: Necropower, state racism and colonialism. Scand J Occup Ther. 2023; https://doi.org/10.1080/11038128.2023.2264330

Turcotte PL, Holmes D. From domestication to imperial patronage: Deconstructing the biomedicalisation of occupational therapy. Health. 2023;27(5):719–37. https://doi.org/10.1177/13634593211067891

Farias L, Rudman DL. Practice analysis: Critical reflexivity on discourses constraining socially transformative occupational therapy practices. Br J Occup Ther. 2019;82(11):693–7. https://doi.org/10.1177/0308022619862111

Monzeli GA, Morrison R, Lopes RE. Histórias da terapia ocupacional na América Latina: a primeira década de criação dos programas de formação profissional. Cad Bras Ter Ocup. 2019; 27(2):235–50. Disponível em: https://doi.org/10.4322/2526-8910.ctoAO1631

Lopes RE, Malfitano APS. Terapia ocupacional social: desenhos teóricos e contornos práticos. São Carlos: EdUFSCar, 2023.

Nascimento BA. Loucura, trabalho e ordem: o uso do trabalho e da ocupação em instituições psiquiátricas [dissertação]. São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 1991.

Shimoguiri AFDT, Costa-Rosa AD. Do tratamento moral à atenção psicossocial: a terapia ocupacional a partir da reforma psiquiátrica brasileira. Interface (Botucatu). 2017;21:845–56. https://doi.org/10.1590/1807-57622016.0202

Rocha EF. Corpo deficiente: em busca de reabilitação? Uma reflexão a partir da ótica das pessoas portadoras de deficiências físicas [dissertação]. São Paulo: Universidade de São Paulo, Instituto de Psicologia, 1991.

Cabral A. Análise de alguns tipos de resistência. Bolama (Guiné-Bissau): Edição do PAIGC, 1979.

Banksy. Wall and Piece. London: Century, 2005.

Published

2025-12-03

Issue

Section

Articles

How to Cite

Farias, M. N., & Lopes, R. E. (2025). Insisting on revolutions: problematization as a “theoretical weapon” for social therapeutic-occupational practice. Revista De Terapia Ocupacional Da Universidade De São Paulo, 35(1-3), e237247. https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v35i1-3e237247