The centrality of life in the contemporary world and its implications for Occupational Therapy

Authors

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v35i1-3e231329

Keywords:

Biopower, Life, Occupational Therapy, Resistance

Abstract

We live in a world characterized by political crises, climate change, wars and genocides, in which, paradoxically, life and its preservation are at the heart of concerns raised by governments, the media and social movements. Life gained this centrality when a new relationship between power and life was established in modern Western society. This paper presents a theoretical study that followed the thinking of Hannah Arendt, Michel Foucault and other philosophers who dialogued with them, in order to build an understanding of the progressive development of power that affects life, separating what is inseparable in it: the fact of life from the forms of life. The aim was to problematize the implications of this process for Occupational Therapy, for the health field and for the people it cares for. This path also led us to explore the contributions of Occupational Therapy, as a clinical-political practice - whose landscape is active life and the common world - to resisting the power that is exercised over life, in activating the potencies of life itself to ceaselessly produce new ways of being, doing, acting and thinking.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biography

  • Elizabeth Maria Freire de Araújo Lima, Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina

    Professora do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo. Orientadora no Programa de Pós-graduação Interunidades em Estética e História da Arte (MAC-USP) e do Mestrado Profissional em Terapia Ocupacional e Processos de Inclusão Social (FMUSP). É graduada em Terapia Ocupacional pela Universidade de São Paulo (1985), mestre (1997) e doutora (2003) em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, junto ao Núcleo de Estudos da Subjetividade, e pós-doutora pela University of the Arts, London. É coordenadora do Grupo de Pesquisa Produção de Subjetividade, Arte, Corpo e Terapia Ocupacional. Em suas pesquisas investiga as relações entre arte e saúde, focalizando práticas que conectam os processos criativos à produção de subjetividade. Tem experiência na área de Terapia Ocupacional e no campo dos estudos da subjetividade, atuando principalmente nos seguintes temas: terapia ocupacional, atividades , interface arte/saúde, políticas da subjetividade e saúde coletiva.

References

Pelbart PP. Vida Capital: ensaios de biopolítica. São Paulo: Iluminuras, 2003.

Foucault M. Microfísica do Poder. Rio de Janeiro: Graal, 1982.

Foucault M. Em defesa da Sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

Foucault M. História da Sexualidade I: A vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 1980.

Agamben G. Homo Sacer I: o poder soberano e a vida nua. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2010.

Ortega F. Biopolíticas da saúde: reflexões a partir de Michel Foucault, Agnes Heller e Hannah Arendt. Interface (Botucatu). 2004; 8(14):9–20. https://doi.org/10.1590/S1414-32832004000100002

Vilela E. Silêncios tangíveis: corpo, resistência e testemunho nos espaços contemporâneos do abandono. Porto: Afrontamento, 2010.

Arendt H. Origens do Totalitarismo. São Paulo: Cia das Letras, 2012.

Arendt H. A condição humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003.

Arendt H. Trabalho, obra, ação. Cad. Ética Filos. Polít. [Internet]. 2005; 2(7):175-201. https://doi.org/10.11606/issn.1517-0128.v2i07p175-202

Agamben G. Estado de Exceção. São Paulo: Boitempo, 2004.

Carneiro S. Dispositivo de Racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento do ser. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.

Mbembe A. Necropolítica. São Paulo: n-1 ed., 2018.

Foucault M. Vigiar e Punir: O nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes, 1997.

Foucault M. Ética, sexualidade e política. Ditos e escritos V. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2004.

Arendt H. Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal. São Paulo: Cia das Letras, 1999.

Soares LB. Terapia ocupacional: lógica do capital ou do trabalho? São Paulo: Hucitec, 1991.

Nascimento BA. Loucura, trabalho e ordem: o uso do trabalho e da ocupação em instituições psiquiátricas. (Mestrado). Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo, 1991.

Medeiros MHR. Terapia ocupacional: Um enfoque epistemológico e social. São Paulo: Ed. Hucitec, 2003.

Galheigo SM. What needs to be done? Occupational therapy responsibilities and challenges regarding human rights. Aust Occup Ther J. 2011;58(2):60-6. https://doi.org/10.1111/j.1440-1630.2011.00922.x

Deleuze G, Guattari F. Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia. Vol. 4. São Paulo: Ed. 34, 1997.

Lima EMFA. Desejando a diferença. Rev Ter Ocup Univ São Paulo. 2003;14(2):64-71. https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v14i2p64-71

Agamben G. Meios sem fim: notas sobre a política. Belo Horizonte: Autêntica, 2015

Castro ED, Silva DM. Atos e fatos de cultura: territórios das práticas, interdisciplinaridade e as ações na interface da arte e promoção da saúde. Rev Ter Ocup Univ São Paulo. 2007; 18(3): 102-112. https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v18i3p102-112

Negri A. Exílio. São Paulo: Iluminuras, 2001.

Inforsato EA. Adaptação e simpatia: trajetórias críticas na clínica. Interface. 2011; 15(38): 929-36. https://doi.org/10.1590/S1414-32832011000300028

Butler J. Rethinking Vulnerability and Resistance. In: Butler J, Gambetti Z, Sabsay L (Ed). Vulnerability in Resistance. Durham and London: Duke University Press, 2016. p.12-27.

Agamben G. Uma biopolítica menor. São Paulo: Editora n-1, 2016.

Espinosa B. Ética. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009.

Published

2025-08-20

Issue

Section

Articles

How to Cite

Lima, E. M. F. de A. (2025). The centrality of life in the contemporary world and its implications for Occupational Therapy. Revista De Terapia Ocupacional Da Universidade De São Paulo, 35(1-3), e231329 . https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v35i1-3e231329