Encruzilhada: performance negra e performance art com perspectivas para o corpo negro
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2238-3867.v25i1241083Palavras-chave:
Performance, Mulheres negras, CorpoResumo
O artigo discute as confluências entre performance negra e performance art, destacando o corpo como território de memória, resistência e criação. As autoras evidenciam como a performance negra, enraizada na diáspora africana, afirma humanidade, produz subjetividade e atua como estratégia antirracista. As práticas artísticas negras — híbridas, ritualísticas ou engajadas — reafirmam a oralidade, a ancestralidade e a denúncia das violências coloniais e contemporâneas. No Brasil, experiências como as de Lucimélia Romão, Priscila Rezende, Mônica Santana e outras artistas demonstram como essas performances desestabilizam epistemologias eurocêntricas, expõem o racismo estrutural e reivindicam o direito à vida e ao gozo.
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