A presença de corpos negros no ballet clássico: um olhar para o corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2238-3867.v25i2243263Palavras-chave:
Theatro Municipal do Rio de Janeiro, ballet clássico, corpos negros, racismo, passabilidadeResumo
Este artigo investiga a trajetória e a presença de corpos negros no Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, confrontando a tradição eurocêntrica do ballet clássico com a realidade racial brasileira. O estudo adota uma metodologia qualitativa que combina análise documental e entrevistas semiestruturadas com bailarinos. Os resultados evidenciam um histórico de exclusão e invisibilidade, em que a ascensão de artistas negros foi frequentemente limitada ou condicionada à passabilidade, exceto em casos de resistência e êxito internacional. Conclui-se que, embora as políticas de cotas e a conscientização antirracista tenham promovido avanços recentes — simbolizados por elencos mais diversos a partir dos anos 2000 —, a equidade plena e o protagonismo negro exigem uma revisão estrutural contínua na instituição.
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