Encruzilhada: performance negra e performance art com perspectivas para o corpo negro

Autores

  • Monica Pereira de Santana Universidade Federal da Bahia image/svg+xml
  • Lucimélia Aparecida Romão Escola Superior de Artes Célia Helena

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-3867.v25i1241083

Palavras-chave:

Performance, Mulheres negras, Corpo

Resumo

O artigo discute as confluências entre performance negra e performance art, destacando o corpo como território de memória, resistência e criação. As autoras evidenciam como a performance negra, enraizada na diáspora africana, afirma humanidade, produz subjetividade e atua como estratégia antirracista. As práticas artísticas negras — híbridas, ritualísticas ou engajadas — reafirmam a oralidade, a ancestralidade e a denúncia das violências coloniais e contemporâneas. No Brasil, experiências como as de Lucimélia Romão, Priscila Rezende, Mônica Santana e outras artistas demonstram como essas performances desestabilizam epistemologias eurocêntricas, expõem o racismo estrutural e reivindicam o direito à vida e ao gozo.

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Biografia do Autor

  • Monica Pereira de Santana, Universidade Federal da Bahia

    Docente no Programa de Pós-graduação Profissional em Artes da Escola Superior de Artes Célia Helena/PROA-ESCH), atuando também como artista da cena e dramaturga.

  • Lucimélia Aparecida Romão, Escola Superior de Artes Célia Helena

    Artista-pesquisadora, discente no Mestrado Profissional em Artes da Cena da PROA-ESCH, sob orientação de Prof.ª Dra. Monica Pereira de Santana, com pesquisa em andamento no âmbito das Artes Visuais, Performance Negra e Atuação de Mulheres negras. Tem atuação como atriz, performer, artista visual e dramaturga.

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Publicado

2026-02-28

Edição

Seção

PESQUISA EM PERFORMANCE

Como Citar

Pereira de Santana, M., & Romão, L. A. (2026). Encruzilhada: performance negra e performance art com perspectivas para o corpo negro. Sala Preta, 25(1), p. 244-263. https://doi.org/10.11606/issn.2238-3867.v25i1241083