O corpo-ponte de uma artista combativa: Patricia Freitas entrevista Micaela Cyrino

Autores

  • Patricia Freitas dos Santos Universidade de São Paulo
  • Micaela Cyrino

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-3867.v25i1241335

Palavras-chave:

Micaela Cyrino, Performance, Soropositividade, Corpos dissidentes

Resumo

O texto a seguir apresenta a transcrição de uma entrevista recente com a performer paulistana Micaela Cyrino, cujas obras são marcadas pelo engajamento com questões sociais, como a luta por uma saúde pública de qualidade e pela equidade de gênero e raça. Entre seus trabalhos mais marcantes, figuram-se Cura (2015) e $OROPO$ITIVA (2019), performados no Brasil e no exterior, e que também estão presentes em arquivos do Hemispheric Institute gerido pela Performance School, filiada à Universidade de Nova Iorque. Nesta conversa, Cyrino desvela quais são suas principais influências estéticas e éticas, bem como assinala quais são os pontos basilares e os desafios atuais da arte negra e contra-hegemônica.  

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Biografia do Autor

  • Patricia Freitas dos Santos, Universidade de São Paulo

    FFLCH-USP (pós-doutoranda). Pesquisa em andamento em Estudos da Tradução, orientação do Prof. Dr. John Milton. Bolsa de financiamento Fapesp. Processo 2025/00632-4.

  • Micaela Cyrino

    Paulistana, graduada em Artes Visuais, produtora cultural e ativista pelas pessoas negras vivendo com HIV. Micaela Cyrino é mulher negra soropositiva por transmissão vertical (que ocorre na gestação, no parto ou na amamentação). Desenvolve uma produção artística que reflete sobre os estigmas e preconceitos em relação a Aids e ao HIV.

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Publicado

2026-02-28

Edição

Seção

PESQUISA EM PERFORMANCE

Como Citar

dos Santos, P. F., & Cyrino, M. (2026). O corpo-ponte de uma artista combativa: Patricia Freitas entrevista Micaela Cyrino. Sala Preta, 25(1), p. 264-280. https://doi.org/10.11606/issn.2238-3867.v25i1241335