Brasil: duas vozes, duas medidas
DOI:
https://doi.org/10.11606/va.v0i35.155051Palavras-chave:
Brasil, enunciação, política, relações de poderResumo
Intenta-se, na leitura de Quarenta dias, de Maria Valéria Rezende, investigar como o processo enunciativo do romance (BAKHTIN, 2009; 2010; 2011; BENVENISTE, 1989; 1985; CANDIDO, 2014), ao ser estruturado em termos de contraposições, torna-se o princípio formal responsável pelo deslocamento/apontamento de tensionamentos que dinamizam relações de poder (CHAUÍ, 2001; SOUZA, 2017, 2018) encenadas no/pelo romance (PAULINO; WALTY, 2005). Estilizando o romance, tal princípio formal manifesta-se no duelo entre a voz da boneca Barbie e a voz da narradora Alice de modo que essa estilização estrutura tanto a microenunciação, quanto a macroenunciação do romance.
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