Viver e morrer, gerar e matar: entrelaçando gênero, classe e raça em “Quantos filhos natalina teve?”, de Conceição Evaristo
DOI:
https://doi.org/10.11606/va.i1.206928Palavras-chave:
gênero, classe, raça, maternidade negraResumo
No conto “Quantos filhos Natalina teve?”, presente na obra Olhos d’água (2016), Conceição Evaristo entrelaça questões de gênero, classe, raça e etnia ao abordar as temáticas da maternidade e do estupro vivenciados pela mulher negra. A narrativa expressa o rompimento do mito mulher-maternidade-natureza e da constituição da família nuclear como condição sine qua non para a felicidade de uma mulher – ambas noções instituídas pelo gênero. Reconhecer a ocorrência interseccional das opressões de gênero, etnia, raça e classe para se pensar a maternidade negra nos possibilita desconstruir a lógica da violência racial, que está fundamentada nos sentidos da colonização.
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