“Meu caro Castro”: algumas considerações sobre intelectuais na luta anticolonial a partir da correspondência entre Mário Pinto de Andrade e Castro Soromenho
DOI:
https://doi.org/10.11606/va.v26.n2.2025.224544Palavras-chave:
Mário Pinto de Andrade, Castro Soromenho, correspondência, intelectuais, luta anticolonialResumo
Neste artigo analiso a correspondência ainda inédita entre o intelectual angolano Mário Pinto de Andrade e o escritor Fernando Monteiro de Castro Soromenho. Através de trinta e nove cartas escritas no arco de dezasseis anos (1954-1970), reconstruo a colaboração entre os dois intelectuais numa série de projetos editoriais visados à divulgação da literatura e a cultura angolana projetos que, no contexto da luta de libertação, tinham uma incontestável dimensão política. Ao mesmo tempo, considero as condições materiais em que Mário Pinto de Andrade e Castro Soromenho desenvolveram o seu trabalho e os compromissos que assumiram no âmbito da luta pela independência de Angola.
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