Nós Matamos o Cão-Tinhoso: a emasculação da África e a crise do patriarca negro
DOI:
https://doi.org/10.11606/va.v0i17.50549Palavras-chave:
masculinidade, racismo, colonialismo, violência, MoçambiqueResumo
Esta leitura enfoca a denúncia Honwaniana à sistemática desvirilização, pelo poder colonial, do homem negro. A humilhação e brutalização que Honwana representa reflectem a imbricação, no lusotropicalismo, de hierarquias opressivas de raça e de gênero, e a necessária supressão do patriarca negro para suster o mito da "civilização" portuguesa a ser "semeada" na "barbárie" africana. A associação de masculinidade hegemónica com um prosseguimento violento da autoridade colonial vai marginalizando os valores que o texto atribui à masculinidade indígena, assim necessitando a consciência insubmissa e a insurreição armada.
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