Nós Matamos o Cão-Tinhoso: a emasculação da África e a crise do patriarca negro

Autores

  • Mark Sabine Universidade de Nottingham

DOI:

https://doi.org/10.11606/va.v0i17.50549

Palavras-chave:

masculinidade, racismo, colonialismo, violência, Moçambique

Resumo

Esta leitura enfoca a denúncia Honwaniana à sistemática desvirilização, pelo poder colonial, do homem negro. A humilhação e brutalização que Honwana representa reflectem a imbricação, no lusotropicalismo, de hierarquias opressivas de raça e de gênero, e a necessária supressão do patriarca negro para suster o mito da "civilização" portuguesa a ser "semeada" na "barbárie" africana. A associação de masculinidade hegemónica com um prosseguimento violento da autoridade colonial vai marginalizando os valores que o texto atribui à masculinidade indígena, assim necessitando a consciência insubmissa e a insurreição armada.

 

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Publicado

2010-06-28

Como Citar

SABINE, Mark. Nós Matamos o Cão-Tinhoso: a emasculação da África e a crise do patriarca negro. Via Atlântica, São Paulo, v. 11, n. 1, p. 187–200, 2010. DOI: 10.11606/va.v0i17.50549. Disponível em: https://revistas.usp.br/viaatlantica/article/view/50549.. Acesso em: 3 jan. 2026.