Intentando no hundirse en el lodo: entraves de la modernidad brasileña
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2178-0447.ars.2022.205227Palabras clave:
Arquitectura, Modernismo, Proyecto, Constructivismo, BrutalismoResumen
La arquitectura jugó un papel clave en la modernidad brasileña. Inequívocamente moderna, no portaba los residuos de primitivismo y nacionalismo que tanto marcaron nuestra pintura y literatura. Si la arquitectura de Oscar Niemeyer sublima sus materiales y esfuerzos estructurales, el brutalismo de la Escola Paulista afirma el materialismo dialéctico, acentuando el peso al revés de la ligereza, buscando anticipar el desarrollo infraestructural del país en la forma. Con el regreso de la democracia en Brasil, Paulo Mendes da Rocha realiza una arquitectura que alegoriza el desarrollo pretendido y atesta su falta de base histórica. Esta característica nos permite aproximar su arquitectura a las esculturas de Amilcar de Castro, en las que el óxido transmite una lentitud mineral hasta la claridad geométrica, problematizando su constructivismo de base.
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