Thermoanalytical studies of carbamazepine: hydration/dehydration, thermal decomposition, and solid phase transitions

Autores

  • Mônia Aparecida Lemos Pinto University of São Paulo; Institute of Chemistry of São Carlos; Department of Chemistry and Molecular Physics
  • Beatriz Ambrozini University of São Paulo; Institute of Chemistry of São Carlos; Department of Chemistry and Molecular Physics
  • Ana Paula Garcia Ferreira University of São Paulo; Institute of Chemistry of São Carlos; Department of Chemistry and Molecular Physics
  • Éder Tadeu Gomes Cavalheiro University of São Paulo; Institute of Chemistry of São Carlos; Department of Chemistry and Molecular Physics

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1984-82502014000400023

Resumo

A carbamazepina (CBZ) é um anticonvulsivante frequentemente utilizado no Brasil e em vários países. Ela apresenta quatro formas polimórficas e um diidrato. Todas as formas são ativas farmacologicamente, porém a Forma III é a preferível do ponto de vista farmacêutico, em função de suas propriedades físico-químicas. Entretanto, essa forma é altamente higroscópica, podendo converter-se ao diidrato, menos ativo biologicamente. Nesse trabalho propõe-se avaliar o comportamento térmico da forma hidratada, visando à recuperação da forma ativa, por aquecimento. Para tanto, foi feito um estudo do comportamento térmico por TG/DTG-DTA e DSC em atmosfera dinâmica de ar e nitrogênio, que evidenciou hidratação espontânea da Forma III, gerando um hidrato contendo 1,5 moléculas de água. Essa forma sofre desidratação, seguida de fusão e conversão para a Forma I. Segue-se a decomposição em uma única etapa, na qual ocorre liberação do ácido isociânico, conforme análise de gases evolvidos, por termogravimetria acoplada ao infravermelho (TG-FTIR). Estudos por calorimetria exploratória diferencial mostraram que a Forma III se funde e se cristaliza imediatamente na Forma I, durante o aquecimento. A Forma I também se funde e ciclos de aquecimento/resfriamento posteriores evidenciaram que a substância se cristaliza apenas na Forma I por resfriamento. Estudos cinéticos da decomposição, em estado sólido, mostraram que não há alteração na substância pela eliminação da água por aquecimento, sendo determinados valores de energia de ativação da ordem de 98 ± 2 e 93 ± 2 kJ mol-1, respectivamente, para a amostra hidratada e submetida à secagem, assim como perfis semelhantes nas curvas de energia de ativação em função do fator de conversão.

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Publicado

2014-12-01

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Thermoanalytical studies of carbamazepine: hydration/dehydration, thermal decomposition, and solid phase transitions . (2014). Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences, 50(4), 877-884. https://doi.org/10.1590/S1984-82502014000400023