Questionar o racismo ambiental entre ruínas e(m) paisagens mais que humanas no Parque Goiabal
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v34i1pe231548Palavras-chave:
Educação em Ciências, Confluência, Paisagens em Ruínas, Antropoceno, Racismo AmbientalResumo
Este trabalho apresenta um ensaio fotográfico realizado nas ruínas do Parque do Goiabal, um dos últimos remanescentes do bioma Cerrado presentes na cidade de Ituiutaba (MG). A partir de debates feministas e decoloniais fomentados em um curso de formação da Licenciatura em Ciências Biológicas, investimos na confluência de saberes artísticos, científicos e populares. Através da performance, da fotografia e do texto, procuramos denunciar o racismo ambiental e suas engrenagens racistas e coloniais ligadas à crise ecológica e, ao mesmo tempo, engendrar saídas possíveis em paisagens mais que humanas. Com essas questões em vista, o principal objetivo do ensaio é movimentar práticas indóceis, resistentes e criativas que instaurem fissuras nas linhas coloniais, racistas e genocidas que atravessam vidas humanas e não humanas.
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eISSN: 2316-9133