Les relations de double lien et l'expérience du déni dans la famille
DOI :
https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v30i2p232-244Mots-clés :
double contrainte, déni, traumatisme psychique, psychothérapie familialeRésumé
La psychothérapie familiale dans les cas de violence révèle que les liens affectifs façonnent souvent la dynamique familiale et la communication autour du tragique et du traumatique. Cette étude vise à interroger le concept de double lien, proposé par Gregory Bateson (1956), présent dans l'enfance, et les notions de traumatisme et de déni développées par Sándor Ferenczi (1933/1992). L'approche articule les théories psychanalytiques et systémiques, en explorant leurs complémentarités et en respectant leurs différences. La compréhension des relations familiales nocives devient un outil essentiel dans la prise en charge des cas, la clinique offrant un espace privilégié pour la reconnaissance et la symbolisation des traumatismes.
##plugins.themes.default.displayStats.downloads##
Références
Bateson, G., & Mead, M. (1942). Balinese character: A photographic analysis. New York Academy of Sciences.
Bateson, G., Jackson, D., Haley, J., & Weakland, J. (1956). Toward a theory of schizophrenia. Behavioral Science, 1(4), 251–264. https://doi.org/10.1002/bs.3830010402
Bateson, G. (1958). Naven: A survey of the problems suggested by a composite picture of the culture of a New Guinea tribe drawn from three points of view. Stanford University Press.
Bucher-Maluschke (2008). Do transgeracional na perspectiva sistêmica à transmissão psíquica entre as gerações na perspectiva da psicanálise. In M. A. Penso & L. F. Costa (Orgs.), A transmissão geracional em diferentes contextos: Da pesquisa à intervenção (pp. 76–96). Summus.
Ceberio, M., & Watzlawick, P. (1998). La construcción del Universo: Conceptos introductorios y reflexiones sobre epistemología, constructivismo y pensamiento sistémico. Herder.
Favero, A., & Rudge, A. (2009). Trauma e desmentido. Psychologia, 50(1), 169-180. https://doi.org/10.14195/1647-8606_50_8
Féres-Carneiro, T., & Ponciano, E. (2005). Articulando diferentes enfoques teóricos na terapia familiar. Revista Interamericana de Psicología/Interamerican Journal of Psychology, 39(3), 439-448.
Ferenczi, S. (1992a). A criança mal acolhida e sua pulsão de morte. In S. Ferenczi, Obras completas: Psicanálise IV (pp. 47–51). Martins Fontes. (Obra original publicada em 1929)
Ferenczi, S. (1992b). Análises de crianças com adultos. In S. Ferenczi, Obras completas: Psicanálise IV (pp. 69–83). Martins Fontes. (Obra original publicada em 1931)
Ferenczi, S. (1990). Diário clínico (L. Hanns, Trad.). Martins Fontes. (Obra original publicada em 1932)
Ferenczi, S. (1992c). Confusão de língua entre os adultos e a criança. In S. Ferenczi, Obras completas: Psicanálise IV(pp. 97–106). Martins Fontes. (Obra original publicada em 1933)
Ferenczi, S. (1992d). Reflexões sobre o trauma. In S. Ferenczi, Obras completas: Psicanálise IV (pp. 109–117). Martins Fontes. (Obra original publicada em 1934)
Freud, S. (1996a). Recordar, repetir e elaborar (novas recomendações sobre a técnica da psicanálise II). In S. Freud, O caso de Schreber, artigos sobre técnica e outros trabalhos (Vol. 12, pp. 163–171). Imago. (Obra original publicada em 1914)
Freud, S. (1996b). Construções em análise. In S. Freud, Moisés e o monoteísmo, esboços de psicanálise e outros trabalhos(Vol. 23, pp. 275–287). Imago. (Obra original publicada em 1937)
Gondar, J. (2017). O desmentido e a zona cinzenta. In J. Gondar & M. Reis (Orgs.), Com Ferenczi: Clínica, subjetivação, política (pp. 89–100). 7 Letras.
Mészáros, J. (2008). This commission of yours: Sandor Ferenczi, the school of Budapest, and the psychoanalytic emigration. Academy Publishing.
Meyer, W. (2005). The ‘mother’ returns to psychoanalysis: Sandor Ferenczi, welcome home. Smith College Studies in Social Work, 75(3), 15-31. https://doi.org/10.1300/J497v75n03_03
Nichols, P., & Schwartz, C. (2007). Terapia familiar: Conceitos e métodos. Artmed.
Kelley-Laine, K. (2000). Sexual curiosity, trauma, and the confusion of tongues: The significance of Sandor Ferenczi’s work in our times. Thalassa, 1, 163-176. Thalassa.
Laing, R. (1967). Mystification, confusion and conflict. In P. Watzlawick, J. Beavin, & D. Jackson, Pragmática da comunicação humana (pp. 66-87). Cultrix. (Publicado originalmente em 1967).
Laplanche, J., & Pontalis, B. (2001). Vocabulário da psicanálise. Martins Fontes.
Ponciano, E. (2004). Habitando espaços em movimento: Indivíduo, família e contexto sócio-histórico [Tese de doutorado não publicada, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro]. https://doi.org/10.17771/PUCRIO.ACAD.4973
Roudinesco, E. (2003). A família em desordem. Zahar.
Watzlawick, P., Beavin, J., & Jackson, D. (1993). Pragmática da comunicação humana. Cultrix.
Winkin, Y. (1998). A nova comunicação: Da teoria ao trabalho de campo. Papirus.
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence
(c) Copyright Camilla Soares Viana Gonçalves 2025

Ce travail est disponible sous licence Creative Commons Attribution - Pas d’Utilisation Commerciale 4.0 International.
O envio dos manuscritos deverá ser acompanhado de Carta à Comissão Executiva solicitando a publicação. Na carta, o(s) autor(es) deve(m) informar eventuais conflitos de interesse - profissionais, financeiros e benefícios diretos ou indiretos - que possam vir a influenciar os resultados da pesquisa. Devem, ainda, revelar as fontes de financiamento envolvidas no trabalho, bem como garantir a privacidade e o anonimato das pessoas envolvidas. Portanto, o(s) autor(es) deve(m) informar os procedimentos da aprovação da pesquisa pelo Comitê de Ética da instituição do(s) pesquisador(es) com o número do parecer.
O material deve ser acompanhado também de uma Declaração de Direito Autoral assinada por todo(s) o(s) autor(es) atestando o ineditismo do trabalho, conforme o seguinte modelo:
Eu, Rinaldo Voltolini, concedo à revista o direito de primeira publicação e declaro que o artigo intitulado Sobre uma política de acolhimento de professores em situação de inclusão, apresentado para publicação na revista Estilos da Clínica, não foi publicado ou apresentado para avaliação e publicação em nenhuma outra revista ou livro, sendo, portanto, original.