La representación de las mujeres que resisten a la dictadura en el cine contemporáneo: un análisis de las películas A memória que me contam (2012) y Hoje (2013)
DOI:
https://doi.org/10.11606/extraprensa2025.238000Palabras clave:
Cine, Dictadura, Mujer, RepresentaciónResumen
Este artículo considera el cine como un instrumento comunicacional de valor histo-riográfico y, por lo tanto, analiza no solo el material textual de las películas A memória que me contam (2012) y Hoje (2013), sino también el contexto en el que se produjeron, siguiendo el modelo de circuito comunicacional propuesto por Américo y Villela (2013). El objetivo es comprender cómo la mujer que resistió la dictadura militar de 1964 es representada por el cine contemporáneo. A través del análisis de las secuencias de estas dos películas, se pueden observar características comunes en la representación de las figuras femeninas que las protagonizan. Se entiende que este personaje es repre-sentado como una sobreviviente, como un receptáculo de la memoria de lo ocurrido durante el régimen, que se configura en forma de trauma y sufrimiento. También es una figura en la que la condición femenina, tal como se veía en la época bajo pará-metros patriarcales, debe ser descartada como una forma de empoderamiento o se considerará una transgresión punible.
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Referencias
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