Interculturalidade no ensino de italiano: um relato sobre a formação de professores no município de São Paulo
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2238-8281.i42p44-63Palavras-chave:
Interculturalidade, Formação de professores, Ensino de italiano L2, Ensino na cidade de São PauloResumo
Apesar da clara e estreita relação com a língua, a cultura ganhou um papel de destaque no âmbito do ensino-aprendizagem de L2 somente a partir da década de 1990. Ainda assim, até os dias de hoje a inclusão do componente cultural na sala de aula é um grande desafio para os professores de L2 (KUMARAVADIVELU, 2008). Foi justamente com base na importância desse desafio que o tratamento da cultura nas aulas de L2 constituiu um dos temas abordados durante o Suporte Didático para o Ensino da Língua Italiana, inserido no Programa de Formação Multicultural em Língua Italiana para Professores da Rede Municipal de Ensino da Cidade de São Paulo, promovido pelo Instituto Cultural Ítalo-brasileiro em parceria com a Prefeitura de São Paulo e com o Programa de Pós-Graduação em Língua, Literatura e Cultura Italianas da USP, no segundo semestre de 2020. Propomos apresentar aqui um relato de experiência com o intuito de mostrar como docentes da rede municipal de São Paulo optaram por adotar uma abordagem intercultural na elaboração de projetos para o ensino da língua italiana na escola em que atuam. Em um primeiro momento, mostraremos como a abordagem intercultural foi tratada pelas docentes formadoras nos encontros do referido suporte. Em seguida, descreveremos as propostas de projetos que incorporaram o componente intercultural entre seus objetivos e refletiremos sobre os caminhos encontrados por esses docentes para a inserção de aspectos culturais em suas práticas, apoiando-nos nos conceitos de perspectiva êmica e ética, propostos por Goodenough (1970) e Agar (2007). Por fim, elucidaremos como as propostas procuram estimular o desenvolvimento da competência intercultural (BYRAM, 1987; CORBETT, 2003).
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