“The city of São Paulo as it really is”: affective and collective engagements in an ethnography of city-making among Black youth

Authors

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-8099.pcso.2025.234992

Keywords:

Territories, City, Affective Engagements, Blackness, Ethnography

Abstract

São Paulo is often described as a city of social contrasts, yet this study focuses on the city’s spaces-territories, exploring the affectivities and communities within them—a perspective often overlooked in discussions about Black youth. Using ethnography, this research examines how affective and collective mobilizations in certain territories of São Paulo strengthen the identities of those involved, re-signifying their relationship with the city through culture, solidarity, and the fight for historically marginalized spaces and narratives. Conducted between 2021 and 2023, this study forms part of my doctoral thesis and is structured into four sections that highlight how engagement helps reclaim Black youth identities, positioning the city as a space for participation and cultural creation. The research relied on participant observation and field diaries. The data reveal that the Coletivo da Quebrada and Bar Ovo—key spaces in this ethnography—illustrate how these territories, through collective action, assert marginalized identities and guarantee the right to the city, fostering networks of belonging and solidarity.

Downloads

Download data is not yet available.

References

AGIER, Michel (2015). Do Direito à Cidade ao Fazer-Cidade. O Antropólogo, a Margem e o Centro. Mana, v. 21, n. 3, p. 483–498. https://doi.org/10.1590/0104-93132015v21n3p483

BAPTISTA, Silvia; FREITAS, Caren; BRUCE, Mariana (2023). A teia de solidariedade de gênero, raça e classe na experiência da Coletiva Popular de Mulheres da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Revista Periódicus, v. 1, n. 19, p. 194–207. https://doi.org/10.9771/peri.v1i19.53971

CUNHA, Teresa (2011). “A arte de xiticar num mundo de circunstâncias não ideais: feminismo e descolonização das teorias económicas contemporâneas”. In: CUNHA, Teresa (coord.). Ensaios pela democracia. Justiça, dignidade e bem-viver. Porto: Edições Afrontamento, p. 73-97.

CUNHA JUNIOR, Henrique (2020). Espaço público, urbanismo e bairros negros. Curitiba: Appris.

D’ANDREA, Tiaraju (2020). Contribuições para a definição dos conceitos periferia e sujeitas e sujeitos periféricos. Novos estudos CEBRAP, v. 39, n. 1, p. 19–36. https://doi.org/10.25091/S01013300202000010005

DE L’ESTOILE, Benoît (2020). “Dinheiro é bom, mas um amigo é melhor”. Incerteza, orientação para o futuro e a “economia”. Ruris, Campinas, v. 12, n. 2, p. 227-264. https://doi.org/10.53000/rr.v12i2.4261

FAVRET-SAADA, Jeanne (2005). “Ser afetado”, de Jeanne Favret-Saada. Cadernos de Campo (São Paulo - 1991), São Paulo, v. 13, n. 13, p. 155-161. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v13i13p155-161

FERLA, Luis (2006). “A cidade-máquina em São Paulo, sinfonia da metrópole”. In: Cadernos de antropologia e imagem. Rio de Janeiro: Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Núcleo de Antropologia e Imagem, p.81-96.

GONDIM, Grácia Maria de Miranda (2011). Territórios da atenção básica: múltiplos, singulares ou inexistentes? Tese (Doutorado em Saúde Pública). Rio de Janeiro: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz.

HAESBAERT, Rogério (2020). Do Corpo-Território ao Território-Corpo (Da Terra): Contribuições Decoloniais. GEOgraphia, v. 22, n. 48, p. 75-90. https://doi.org/10.22409/GEOgraphia2020.v22i48.a43100

INGOLD, Tim (2019). Antropologia: para que serve? Petrópolis: Vozes

LATOUR, Bruno (2012). Reagregando o social: uma introdução à teoria do ator-rede. Salvador: Edufba; São Paulo: Edusc.

MAGNANI, José Guilherme Cantor (2023). Quando o campo é a cidade: fazendo antropologia na metrópole. Na metrópole: textos de antropologia urbana. São Paulo: Edusp

MAUSS, Marcel (2003). Essai sur le don. Forme et raison de l'échange dans les sociétés archaïques, Paris: PUF.

MELO, Lucas Pereira de (2022). Minha vida todinha foi no meio dos panos: mulheres, dinheiros e negócios na Zona da Mata pernambucana. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Sociais). São Carlos: Universidade Federal de São Carlos.

MENDES, Rosilda; DONATO, Ausônia Favorito (2013). Território: Espaço Social de Construção de Identidades e de Políticas. Sanare - Revista De Políticas Públicas, v. 4, n. 1, p. 39-42. https://sanare.emnuvens.com.br/sanare/article/view/114

NOVAES, Gustavo Gobbi (2017). A presença do sagrado no comércio: uma etnografia das práticas religiosas entres os (as) comerciantes de Juiz de Fora. Dissertação (Mestrado em Antropologia). Juiz de Fora: Universidade Federal de Juiz de Fora.

NOVAES, Sylvia Caiuby (2008). Imagem, magia e imaginação: desafios ao texto antropológico. Mana, v. 14, n. 2, p. 455-475. https://doi.org/10.1590/S0104-93132008000200007

PALLAMIN, Vera (2015). Espaços urbanos no despontar da metrópole paulistana: cisões, transformações, usos e contrastes. https://doi.org/10.13140/RG.2.1.4758.7682

PERALTA, Diego Edmilson (2024). Até onde a gente vai? Coletivos culturais, mobilidade urbana e produção de conhecimento em São Paulo. Dissertação (Mestrado em Sociologia). São Paulo: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

PEREIRA, Alexandre Barbosa (2005). De rolê pela cidade: os pixadores de São Paulo. Dissertação (Mestrado em Antropologia). São Paulo: Universidade de São Paulo.

REZENDE, Claudia Barcellos; COELHO, Maria Claudia Pereira (2010). Antropologia das Emoções. Rio de Janeiro: Editora FGV.

SALVADOR, Diego Salomão Candido de Oliveira (2009). O Território usado e o uso atual do Território do Agreste Potiguar. HOLOS, v. 2, p. 110–131. https://doi.org/10.15628/holos.2009.219

SANTIAGO, Luiz Paulo Ferreira (2024). O baile funk na encruzilhada: uma etnografia dos fluxos de rua na zona sul de São Paulo. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social). São Paulo: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo

SANTOS, Milton (1994). Técnica, Espaço, Tempo: Globalização e Meio Técnico-científico informacional. São Paulo: Hucitec.

Santos, Milton (1998). As exclusões da globalização: pobres e negros. Thoth, v. 4, p. 147-160.

SANTOS, Milton (2007). “O dinheiro e o território”. In: BECKER, Bertha (orgs.). Território, territórios: ensaios sobre o ordenamento territorial. Rio de Janeiro: Lamparina, p.7-13.

SANTOS, Milton; SOUZA, Maria Adélia A. de; SILVEIRA, Maria Laura (1996). Território: globalização e fragmentação. São Paulo: Hucitec, ANPUR.

STRATHERN, Marilyn (2014). O efeito etnográfico e outros ensaios. São Paulo: Cosac Naify.

TRINDADE, Catarina Casimiro (2019). “Uma maneira de passarmos a conviver”: descrição de um xitiki familiar na cidade de Maputo, Moçambique (2013-2015). Revista de História, São Paulo, n. 178, a05718. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9141.rh.2019.145419

VASSALO, Brigitte (2022). O desafio poliamoroso: por uma nova política dos afetos. São Paulo: Elefante.

Published

2025-08-01

Issue

Section

Dossiê: Territórios da Juventude: conexões entre cidade, política e afeto

How to Cite

Santana, A. D. da S. (2025). “The city of São Paulo as it really is”: affective and collective engagements in an ethnography of city-making among Black youth. Plural, 32(1). https://doi.org/10.11606/issn.2176-8099.pcso.2025.234992