“Se isso um dia isso foi do povo sateré-mawé, nós também temos direito de ter uma casa pra morar”: notas sobre a presença sateré-mawé na cidade de Parintins-AM

Autores

  • José Agnello Alves Dias de Andrade

DOI:

https://doi.org/10.4000/pontourbe.7996

Palavras-chave:

sateré-mawé, parintins, circuito, mobilidade, habitação

Resumo

Neste artigo apresento parte dos dados e análises desenvolvidas em maior extensão ao longo da minha tese (Andrade 2018) sobre a presença sateré-mawé na cidade de Parintins-AM. O artigo se inicia com uma breve contextualização sobre a cidade em questão, passando a uma descrição de seu espaço urbano em relação aos modos de ocupação de meus interlocutores sateré-mawé, oferecendo um retrato da cidade no ano de 2014. Por fim, apresento algumas considerações sobre os modos de habitação citadina de meus interlocutores, enfatizando a relevância das suas casas e comunidades em relação às maneiras como vislumbravam poder exercer os modos próprios e apropriados de viver, buscando neles criar as condições necessárias para que os perigos de se viver em proximidade com os brancos em suas cidades pudessem ser satisfatoriamente controlados.

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Publicado

2020-04-19

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Andrade, J. A. A. D. de . (2020). “Se isso um dia isso foi do povo sateré-mawé, nós também temos direito de ter uma casa pra morar”: notas sobre a presença sateré-mawé na cidade de Parintins-AM. Ponto Urbe, 26, 1-29. https://doi.org/10.4000/pontourbe.7996