Quando dois elefantes brigam, quem sofre é o capim - 50 anos de Independência de Angola
DOI :
https://doi.org/10.11606/issn.1981-3341.pontourbe.2025.234122Mots-clés :
Angola, Independência da Angola, Ensaio fotográficoRésumé
O ano de 2025 marca 50 anos da independência de Angola dos colonizadores português. No dia quatro de fevereiro é comemorado o inicio da luta armada de 1961, chamada Revolta das Catanas, que desembocaria em 1975 a oficialidade da libertação do país. O facão (catana), presente na bandeira nacional, usado na lavoura representa a mobilização dos trabalhadores angolanos frente à dominação dos portugueses. Em quatro de fevereiro de 2025, fui a Luanda e fotografei a região do bairro do Golfe 2, periferia da província, assim como a região central com seus monumentos históricos e as trabalhadoras informais (zungueiras). O imaginário da cidade é diverso e traz marcas da memória do país. Apresento um recorte desses traços de memória na vida cotidiana com filme e câmera analógica (muito utilizado há 50 anos atrás) contrastando as formas do passado com o presente. Quais as ligações que Angola mantém desde seu momento de libertação com a vida contemporânea? O que mudou nestes 50 anos, e o que persiste? Olhando para o memorial passado, o que Angola, desde sua periferia até o centro, vê de esperança na memória traumática de anos de guerra civil? O provérbio foi me dito por um senhor que lutou na guerra e sintetiza com sabedoria esses 50 anos: Quando dois elefantes brigam, quem sofre é o capim.
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