LA EXTENSIÓN UNIVERSITARIA COMO PRÁCTICA EN LA CONSTRUCCIÓN DE LA CIUDAD

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2317-2762.posfauusp.2026.248681

Palabras clave:

extensión universitaria; producción de conocimiento urbano; formación profesional; coproducción de conocimiento; urbanismo

Resumen

El objetivo de este artículo es contribuir al debate actual sobre el papel de los programas de extensión universitaria en los ámbitos de la arquitectura y el urbanismo, basándose en investigaciones realizadas en una universidad pública brasileña. Se parte de la hipótesis de que las prácticas de extensión orientadas por los principios de la educación popular pueden funcionar como mecanismos de coproducción de conocimiento, articulando el conocimiento académico y el popular. Se plantean las preguntas: (a) ¿cómo influye la extensión universitaria en la formación profesional de los estudiantes?; y (b) ¿cómo actúa en el proceso de democratización de la producción de la ciudad? Se empleó un enfoque cualitativo de inspiración fenomenológica, respaldado por un grupo focal con participantes de un laboratorio de extensión, incluidos investigadores populares. Se identificaron cinco estructuras de significado: sus dimensiones pedagógicas, dialógicas y contrahegemónicas; el aprendizaje situado en la realidad urbana; la relación con valores y trayectorias personales; las tensiones con la enseñanza y la investigación; y las condiciones institucionales para la realización de estas prácticas. Estos ejes refuerzan que la extensión es una práctica formativa, política y epistemológica de dimensión estructural, e indican posibles vías para su integración en el proceso de formación profesional.

 

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

  • Hulda Erna Wehmann, Universidade Presbiteriana Mackenzie

    Pós-doutoranda e Pesquisadora Colaboradora do LABJUTA - Laboratório Justiça Territorial - UFABC - Doutora em Arquitetura e Urbanismo pela Fau-USP - Pesquisadora do LABPARC - Laboratório Paisagem, Arte e Cultura da USP - Mestre em Planejamento Espacial e Ciências Regionais pelo KIT

Referencias

AGAMBEN, Giorgio. O que é um dispositivo? Outra Travessia, Florianópolis, n. 5, p. 9-16, 2005.

BICUDO, Maria Aparecida Viggiani. Pesquisa qualitativa fenomenológica. São Paulo: Cortez, 2011.

BORDENAVE, Geisa; GONÇALVES, Rafael Soares. Coprodução social da cidade e regularização fundiária: o caso do projeto ATHIS na Chácara do Catumbi no Rio de Janeiro. In: ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL, 20., 2023, Belém. Anais […]. Belém: ANPUR, 2023. Disponível em: https://anpur.org.br/wp-ontent/uploads/2023/05/st14-04.pdf. Acesso em: 18 ago. 2026.

BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sari. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto Editora, 1994.

BONDÍA, Jorge Larossa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação, n. 19, p. 20-28, 2002.

BOTOMÉ, Silvio Paulo. Pesquisa Alienada e Ensino Alienante: o equívoco da extensão universitária. Petrópolis: Vozes; São Carlos-SP: EDUFSCAR; Caxias do Sul RS: EDUCS, 1996.

COMARU, Francisco de Assis et al.. A implicação do pesquisador e permanência ao longo do tempo no campo como parte da estratégia da pesquisa-ação e postura ética: caso Jd. Gaivotas. In: ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL, 20., 2023, Belém. Anais […]. Belém: ANPUR, 2023. Disponível em: https://anpur.org.br/wp-content/uploads/2023/05/st09-06.pdf. Acesso em: 18 ago. 2026.

DEWEY, John. Experiência e educação. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2010.

FÓRUM DE PRÓ-REITORES DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS. Plano Nacional de Extensão Universitária. Edição atualizada. Brasília, DF: Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras; SESu/MEC, 2000/2001. Disponível em: https://www.unifal-mg.edu.br/extensao/wp-content/uploads/sites/96/2019/06/colecao_extensao_universitaria_1_planonacional.pdf?utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 20 dez. 2022.

FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1979.

FREIRE, Paulo. Conscientização: teoria e prática da libertação. São Paulo: Ed Moraes, 1980.

FREIRE, Paulo. Extensão ou Comunicação? Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2014.

GATTI, Bernadete Angelina. Grupo focal na pesquisa em ciências sociais e humanas. Brasília: Líber Livro, 2005.

GIORGI, Amedeo; SOUSA, Daniel. Método fenomenológico de investigação em psicologia. Lisboa: Fim de Século, 2010.

GURGEL, Roberto Mauro. Extensão universitária: comunicação ou domesticação? São Paulo: Cortez, 1986.

HARVEY, David. O direito à cidade. Lutas Sociais, São Paulo, n. 29, p. 73-89, 2012.

HOOKS, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Tradução de Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2017.

JEZINE, E. Universidade-sociedade e extensão universitária. construções teórico-metodológicas. In: REUNIÃO ANUAL DA ANPED, 28., 2005, Rio de Janeiro. Anais [...]. [S. l.: s. n.], 2005. Disponível em: http://28reuniao.anped.org.br/textos/gt11/gt111110int.rtf. Acesso em: 4 ago. 2019

LEFEBVRE, Henry. O direito à cidade.5. ed. São Paulo: Centauro, 2008.

MARICATO, Ermínia. O impasse da política urbana no Brasil Petrópolis: Vozes, 2011.

MARTINS, Joel; BICUDO, Maria Aparecida Viggiani. A pesquisa qualitativa em psicologia: fundamentos e recursos básicos 5. ed. São Paulo: Centauro, 2005.

MARQUES, Waldemar. Expansão e Oligopolização da Educação Superior no Brasil. Avaliação, Campinas, v. 18, n. 1, p. 69-83, 2013.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 7. ed. São Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: Abrasco, 2001.

MINTO, Lalo Watanabe. A Educação da Miséria: particularidade capitalista e educação superior. São Paulo: Outras Palavras, 2014.

MIRAFTAB, Faranak. Insurgência, Planejamento e a Perspectiva de um urbanismo humano. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais (RBEUR), v. 18, n. 3, p. 363-377, 2016. DOI: https://doi.org/10.22296/2317-1529.2016v-18n3p363

MOREIRA, Daniel Augusto. O método fenomenológico na pesquisa. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.

MORGAN, David L. Focus Groups as Qualitative Research. Thousand Oaks: Sage, 1997.

RANCIÈRE, Jacques. A partilha do sensível: estética e política. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2009.

ROLNIK, Raquel. Guerra dos lugares: a colonização da terra e da moradia na era das finanças. São Paulo: Boitempo, 2015.

SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Edusp, 2006.

SERRANO, Rossana Maria Souto Maior. Conceitos de extensão universitária: um diálogo com Paulo Freire. João Pessoa: Grupo de Pesquisa em Extensão Popular/UFPB, v. 13, n. 8, 2013. Disponível em: ufpb.br. Acesso em: 11 ago. 2019.

THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. 18. ed. São Paulo: Cortez, 2011.

WEHMANN, Hulda Erna et al. Trabalho infantil e políticas públicas urbanas: aproximações e perspectivas em Santos-SP. In: SEMINÁRIO PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL, 10., 2025, São José dos Campos. Anais […]. São José dos Campos: UNIVAP, 2025. Disponível em: https://www.even3.com.br/anais/x-seminarios-plur--2025/1073946-trabalho-infantil-e-politicas-publicas-urbanas-aproximacoes-e-perspectivas-em-santos-sp/. Acesso em: 18 ago. 2026.

Publicado

2026-09-04

Número

Sección

Artigos

Cómo citar

Wehmann, H. E., & Comaru, F. de A. (2026). LA EXTENSIÓN UNIVERSITARIA COMO PRÁCTICA EN LA CONSTRUCCIÓN DE LA CIUDAD. Pós. Revista Do Programa De Pós-Graduação Em Arquitetura E Urbanismo Da FAUUSP, 33(62), e248681. https://doi.org/10.11606/issn.2317-2762.posfauusp.2026.248681

Datos de los fondos