"For me, traditional is gaucho, it's CTG": ethnographic betrayals, epistemic violence and the silencing effects of expert speech
DOI:
https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.220284Keywords:
protected natural areas, traditional peoples and communities, epistemic violence, researchers, ethnographic betrayalAbstract
The discussion about protected natural areas and local populations affected by their creation has been quite controversial. Aware of this, for four years I have maintained contact with 33 researchers who, moving between science and politics, became influential in the conception of this type of environmental policy. However, by choosing them as natives has raised questions that go beyond the publication of the research, because among those who could become the subject of our conversations were groups that suffer from restrictions imposed by this form of territorial control. This led me to ask: by restricting the debate to what scientists had to say, wouldn't it have rendered invisible those who already have little means of accessing instances where environmental policies are thought out, reproducing a type of neocolonial epistemic violence with an academic bias? Starting from this uncomfortable possibility, I take the choice I have made as an ethnographic fact to reflect on the conditions of production of scientific discourse when it leads to the silencing of others.
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