A relação entre memória, afetos e performance de música instrumental

Autores/as

  • Stéfano Paschoal Universidade Federal de Uberlândia. Instituto de Letras e Linguística

DOI:

https://doi.org/10.11606/rm.v16i1.125010

Palabras clave:

memória, afetos, performance musical

Resumen

O objetivo principal deste trabalho é apresentar uma relação possível entre memória, afetos e performance de música instrumental. Abrange a música composta predominantemente entre os séculos XVI e XIX e, por conseguinte, períodos que diferem significativamente entre si. Parte das discussões sobre memória, considerada aqui a quarta parte da Retórica (segundo sua divisão clássica) e também a arte da memorização (mnemônica), e sobre afetos, para, então, culminar na questão que motivou de forma mais intensa suas investigações: o papel da memória e da memorização dos afetos na performance de música instrumental. Através de uma revisão – de modo delimitado, pela natureza deste trabalho – da literatura sobre afetos na Retórica de Aristóteles, e apoiados em diversos outros filósofos e autores, traçamos uma relação entre memória, afetos e performance musical, indicando como o intérprete lida com os afetos da obra que executa – no momento da execução – e como deve se comportar, emocionalmente, para que sua audiência seja tomada por esses mesmos afetos. Por lidarmos de forma específica com as relações entre retórica e música – promovidas por Lutero nas reformas propostas às Lateinschulen – são numerosas as comparações entre o orador e o intérprete.

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Publicado

2016-12-25

Cómo citar

Paschoal, S. (2016). A relação entre memória, afetos e performance de música instrumental. Revista Música, 16(1), 139-160. https://doi.org/10.11606/rm.v16i1.125010