Práticas com música para os jogos teatrais de Augusto Boal
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2238-7625.rm.2025.236743Palavras-chave:
Performance, Educação Musical Libertadora, Augusto Boal, Jogos teatraisResumo
Este artigo é um recorte de uma pesquisa de doutorado, realizada na Universidade de São Paulo, que tratou sobre práticas de performance em Música, associando-as às atuações de professores de instrumento musical, mais especificamente, do violoncelo. Essas práticas foram abordadas conforme os pontos de vista artísticos e antropológicos. Este artigo tem o objetivo de apresentar as ideias que constituíram um dos referenciais teóricos do trabalho, mais precisamente, as concepções de Augusto Boal (1982; 2009) sobre as práticas do Teatro do Oprimido. O texto também indica 10 propostas práticas recolhidas do livro do autor intitulado 200 Exercícios e Jogos para o Ator e o Não Ator com Vontade de Dizer Algo Através do Teatro (1982), e adaptadas para práticas com música. Essas ideias foram discutidas em diálogo com o pensamento de Paulo Freire, Richard Schechner e Christopher Small. Como principais considerações do trabalho, acreditamos que as propostas dos jogos de Boal adaptadas para práticas com música são instrumentos capazes de desmanchar certas estruturas musculares a elas relacionadas e possibilitam a construção de formas distintas de expressão. Consideramos que tais abordagens são caminhos de uma Educação Musical Libertadora.
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Referências
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