Práticas com música para os jogos teatrais de Augusto Boal

Autores

  • Marta Macedo Brietzke Universidade de São Paulo
  • Mário André Wanderley Oliveira Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Fabio Soren Presgrave Universidade Federal do Rio Grande do Norte

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-7625.rm.2025.236743

Palavras-chave:

Performance, Educação Musical Libertadora, Augusto Boal, Jogos teatrais

Resumo

Este artigo é um recorte de uma pesquisa de doutorado, realizada na Universidade de São Paulo, que tratou sobre práticas de performance em Música, associando-as às atuações de professores de instrumento musical, mais especificamente, do violoncelo. Essas práticas foram abordadas conforme os pontos de vista artísticos e antropológicos. Este artigo tem o objetivo de apresentar as ideias que constituíram um dos referenciais teóricos do trabalho, mais precisamente, as concepções de Augusto Boal (1982; 2009) sobre as práticas do Teatro do Oprimido. O texto também indica 10 propostas práticas recolhidas do livro do autor intitulado 200 Exercícios e Jogos para o Ator e o Não Ator com Vontade de Dizer Algo Através do Teatro (1982), e adaptadas para práticas com música. Essas ideias foram discutidas em diálogo com o pensamento de Paulo Freire, Richard Schechner e Christopher Small. Como principais considerações do trabalho, acreditamos que as propostas dos jogos de Boal adaptadas para práticas com música são instrumentos capazes de desmanchar certas estruturas musculares a elas relacionadas e possibilitam a construção de formas distintas de expressão. Consideramos que tais abordagens são caminhos de uma Educação Musical Libertadora

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

BOAL, Augusto. A Estética do Oprimido. Rio de Janeiro: Editora Garamond Ltda. 2009.

BOAL, Augusto. 200 Exercícios e Jogos para o ator e o não ator com vontade de dizer algo através do Teatro. 4a ed. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira. 1982.

CLARK, Lygia. Caminhando, in CLARK, Lygia. Textos de Lygia Clark, Ferreira Gullar e Mário Pedrosa. Rio de Janeiro: FUNARTE. 1980.

DENZIN, Norman K. Re-leyendo Performance, Praxis y Política. Investigación Cualitativa, v. 1, p. 57-78. 2016.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 68ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 2019.

PINEAU, Elyse. Nos Cruzamentos entre a Performance e a Pedagogia: uma revisão prospectiva. Revista Educação e Realidade. Porto Alegre. v. 35, n. 2, p. 89-113, 2010.

ROLNIK, Suely. Cartografia Sentimental: Transformações Contemporâneas do Desejo. 2a ed. Porto Alegre: Editora Meridional e Editora da UFRGS. 2006.

ROLNIK, Suely. Esferas da Insurreição: notas para uma vida não cafetinada. 2a ed. São Paulo: n-1 edições. 2019.

SCHECHNER, Richard. “O que é performance?”, in Schechner, Richard. Performance studies: an introduccion. 2a ed. Routledge. 2006.

SMALL, Christopher. El Musicar: Un ritual en el Espacio Social. Revista Transcultural de Música. v. 4, p. 1-16, 1999.

TAYLOR, Daiana (2011). Introducción. Performance, teoria y práctica, in TAYLOR, Daiana; FUENTES, Marcela. Estudios Avanzados de Performance. New York: Instituto Hemisférico de Performance y Política. p. 7-30. 2011.

Downloads

Publicado

2025-09-23

Edição

Seção

Dossiê Temático - Reverberações do som em outras artes: narrativas permeáveis

Como Citar

Brietzke, M. M., Oliveira, M. A. W., & Presgrave, F. S. (2025). Práticas com música para os jogos teatrais de Augusto Boal. Revista Música, 25(1), 467-479. https://doi.org/10.11606/issn.2238-7625.rm.2025.236743