Dois Diabos na Periferia
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2317-4765.rus.2014.88702Palavras-chave:
Machado de Assis, Dostoiévski, Representação do demônio, Modernidade, Bakhtin.Resumo
O objetivo deste artigo é analisar comparativamente a representação do demônio no romance Os Irmãos Karamázov, de Fiódor Dostoiévski, e no conto A Igreja do Diabo, de Machado de Assis. A análise tem por base a tragédia Fausto, de Johann Wolfgang von Goethe, origem de toda uma tradição que relaciona o demoníaco à insaciabilidade do homem moderno. Aspectos dos respectivos contextos históricos refletidos nas obras também são apontados, assim como diferenças e aproximações entre as experiências dos heróis no que tange ao bem e ao mal. Embora universal, tal temática alcança representações peculiares nos autores em estudo, em virtude do estilo e da inventividade de cada um deles e também das condições históricas e culturais diversas.Downloads
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